Na manhã dessa terça-feira, um episódio trágico abalou a cidade de Graz, na Áustria. Um ataque a tiros dentro de uma escola de ensino médio deixou nove pessoas mortas — entre elas estudantes e, ao que tudo indica, um professor. O responsável pelos disparos, segundo informações da polícia, tirou a própria vida dentro do prédio, se trancando no banheiro após o massacre.
Era por volta das 10h locais (cinco da manhã no horário de Brasília) quando os primeiros tiros ecoaram pelos corredores da Dreierschützengasse, uma escola bastante conhecida na região. Quem estava ali naquele momento viveu cenas que mais parecem de filme, mas que, infelizmente, foram reais demais. Um batalhão de policiais foi mobilizado, incluindo helicóptero e forças táticas. A operação de evacuação durou mais de uma hora, com muita correria, choro e desespero.
O presidente austríaco, Alexander Van der Bellen, fez um pronunciamento emocionado. “O horror não pode ser expresso em palavras”, disse ele, com os olhos marejados. Ele mencionou que as vítimas eram jovens promissores e um professor dedicado — gente que ainda tinha muito o que viver. “A Áustria está de luto”, resumiu.
De acordo com a Cruz Vermelha, cerca de 160 socorristas foram enviados pro local pra ajudar nos atendimentos. Ao menos 30 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Os familiares se aglomeraram em frente à escola, tentando entender o que tinha acabado de acontecer. Muitos não sabiam se seus filhos estavam bem. A cena era de cortar o coração.
Christian Stocker, o chanceler da Áustria, classificou o atentado como uma “tragédia nacional”. Não é exagero. Em um país que é sempre citado entre os mais seguros do mundo — está no top 10 do Global Peace Index — algo assim choca profundamente. A Áustria, que tem cerca de nove milhões de habitantes, raramente vê esse tipo de violência.
Graz, que é a segunda maior cidade do país (fica só atrás de Viena), está localizada no estado da Estíria, uma das regiões mais desenvolvidas economicamente do país. Ataques como esse são raríssimos por ali. Mas parece que esse ano tem sido duro demais pra população local. Em fevereiro, um outro incidente violento já tinha abalado a Áustria: um jovem foi morto com uma facada e mais cinco pessoas saíram feridas no sul do país.

Voltando ao atentado desta terça, ainda não se sabe com clareza o que motivou o atirador, mas alguns relatos iniciais apontam que ele era um aluno da própria escola. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, lamentou o ocorrido e expressou solidariedade às famílias das vítimas. Ela também mencionou essa possibilidade — a de que o autor dos disparos seria um estudante.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, também se pronunciou: “As escolas são lugares de esperança, juventude e futuro. Quando viram cenários de violência, é como se algo dentro da gente morresse também.” Ela agradeceu aos serviços de emergência pelo rápido atendimento.
Não tem como ficar indiferente diante disso tudo. Um ataque dentro de uma escola é mais do que uma tragédia: é uma ferida profunda na sociedade. É onde jovens deveriam sonhar com o amanhã, e não enfrentar um pesadelo.
Agora, resta à Áustria buscar forças pra entender e curar essa dor.