Na manhã desta sexta-feira, dia 18, a Polícia Civil de São Paulo realizou uma operação que acabou com a prisão em flagrante de Leandro de Tallis Pinheiro, conhecido por ser lutador de jiu-jitsu. Ele é apontado como um dos suspeitos de envolvimento na morte do empresário Adalberto dos Santos Júnior, que desapareceu após um evento realizado no Autódromo de Interlagos, no fim de maio.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na casa de Leandro, os policiais acabaram encontrando 21 munições de calibre .38, sem qualquer registro ou justificativa legal. Por conta disso, o lutador foi detido na hora por porte ilegal de arma de fogo, mesmo sem a arma em si ter sido localizada.
Essa apreensão, no entanto, é apenas uma peça no quebra-cabeça que as autoridades estão tentando montar. A investigação em curso não gira somente em torno de Leandro, mas também envolve uma empresa de segurança e pelo menos outros três indivíduos que estariam trabalhando como seguranças naquele dia 30 de maio — data em que Adalberto foi visto pela última vez, após participar de um evento automotivo no autódromo paulistano.
Além das munições, a polícia também recolheu sete celulares e cinco computadores durante a operação. Todo esse material agora vai passar por análise técnica, que pode revelar novas conexões entre os suspeitos e trazer pistas sobre o que realmente aconteceu com Adalberto.
Fontes próximas à investigação disseram ao portal Metrópoles que Leandro tem antecedentes por furto e até por formação de quadrilha, o que só aumenta a desconfiança da polícia. Ainda não há acusação formal contra ele pelo desaparecimento ou possível morte do empresário, mas os investigadores acreditam que o caso pode tomar novos rumos conforme as diligências avancem.
Até o momento, a Polícia Civil mantém Leandro sob custódia, enquanto tenta esclarecer se ele teve envolvimento direto ou apenas participou de alguma etapa do plano que teria resultado na tragédia. A hipótese de um crime premeditado não é descartada, mas também não se sabe se foi algo pontual, motivado por discussão, dívida ou outro motivo qualquer.
O que se sabe de concreto é que Adalberto dos Santos Júnior era um empresário conhecido no meio automobilístico e tinha negócios ligados a eventos. A ausência de registros de saída dele do Autódromo de Interlagos no dia do evento acendeu o alerta da família e das autoridades. Desde então, várias linhas de investigação estão sendo trabalhadas, e o nome de Leandro surgiu com força nos últimos dias.
A polícia não descarta novas prisões nos próximos dias, dependendo do que for encontrado nos aparelhos eletrônicos apreendidos. Inclusive, há expectativa de que mensagens, fotos ou vídeos possam ajudar a esclarecer se Adalberto foi vítima de um crime de oportunidade ou se algo maior está por trás disso tudo.
A família do empresário segue acompanhando tudo de perto e pede por justiça. O clima é de dor e incerteza, e os investigadores pedem calma, afirmando que tudo será apurado com o devido rigor.
Agora, é esperar os próximos passos da investigação, que promete novos desdobramentos ainda nesta semana.