A morte de Preta Gil, no último domingo (20), ainda deixa o Brasil com o coração apertado. Aos 50 anos, a cantora se despediu depois de uma luta intensa contra o câncer, e agora quem carrega o fardo – e também a bênção – de continuar seu legado é o filho único, Francisco Gil. Com a partida da artista, ele passa a ser o único herdeiro de tudo que ela construiu ao longo da vida.
O ex-marido, Rodrigo Godoy, com quem Preta viveu um relacionamento conturbado e que terminou em meio a polêmicas, não tem direito algum sobre o patrimônio deixado por ela. E isso tem explicação legal: como ela era oficialmente solteira e não havia união estável reconhecida em cartório, só o filho pode herdar tudo.
A herança, como dizem os advogados especializados em Direito de Família, vai muito além dos bens tradicionais. Preta Gil deixou casas, contas bancárias, objetos pessoais e muito mais. Mas o que pouca gente percebe é que ela também acumulou um patrimônio digital de valor incalculável – e é aí que a coisa ganha outra dimensão.
Além de ser uma cantora conhecida, Preta também era empresária. Tinha participação na Mynd, uma das maiores agências de marketing de influência do Brasil. Seus perfis nas redes sociais, com milhões de seguidores, possuem um valor comercial enorme. E claro, tem a discografia completa, que mesmo após a morte, continua gerando receita com streamings, licenças e até mesmo novas parcerias póstumas – como vimos acontecer com outros grandes nomes da música, tipo Elis Regina ou mesmo Marília Mendonça.
No Brasil, ainda não existe uma lei específica que regule com detalhes a herança de bens digitais. Mas o Código Civil já prevê que qualquer bem com valor econômico, mesmo que seja algo intangível como uma conta do Instagram ou uma música no Spotify, entra na divisão da herança. E como só Francisco é o herdeiro, tudo isso automaticamente passa pra ele.
Agora, claro, se surgir um testamento escrito por Preta – o que até o momento não se tem notícia – aí sim pode haver alguma divisão. A legislação brasileira permite que até 50% do patrimônio vá para outras pessoas escolhidas pela pessoa falecida. Mas se não houver esse documento, Francisco herda tudo sozinho.
A advogada Aline Avelar, especialista no assunto, explicou à revista Veja que o filho não só vai herdar bens físicos e dinheiro, mas também toda a estrutura por trás da “marca Preta Gil”: contratos, direitos de imagem, músicas, obrigações comerciais e toda a gestão do nome da mãe. E isso, sinceramente, é uma missão gigante.
Francisco, que também é cantor e já vinha se destacando na música antes mesmo da partida da mãe, agora tem a responsabilidade de manter viva a memória dela. Não só como artista, mas como símbolo de luta, liberdade e representatividade. Ele inclusive fez um post no Instagram no dia seguinte ao falecimento da mãe, com uma foto dos dois abraçados e uma legenda de cortar o coração: “Te amo pra sempre, mãe”.
A sucessão de artistas costuma ser uma bagunça, cheia de processos e brigas. Mas pelo visto, no caso da Preta, tudo deve seguir de maneira tranquila. E mais que a herança material, Francisco herda o amor de um Brasil inteiro, que aprendeu a admirar a força e a autenticidade dessa mulher que agora virou estrela.