CPMI: descontos miravam indígenas, quilombolas e ribeirinhos, diz defensora

Fraudes no INSS: Como Descontos Ilegais Afetam Comunidades Vulneráveis

Nesta quinta-feira, 27, a defensora pública Patrícia Bettin Chaves trouxe à tona uma questão alarmante durante seu depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ela, os descontos associados não autorizados em benefícios do INSS têm como alvo principal pessoas que pertencem a comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, revelando um padrão preocupante de vulnerabilidade social.

O Alvo das Fraudes

Patrícia, que é coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU), explicou que esses descontos afetam principalmente aposentados e pensionistas, a maioria deles idosos e de baixa renda. Isso significa que os que já enfrentam dificuldades financeiras são os que mais sofrem com essas práticas fraudulentas. Os valores dos descontos variam entre R$ 30 e R$ 90 mensais, uma quantia significativa para quem vive com o mínimo.