Nikolas Ferreira não fica calado e fala sobre sanção contra esposa de Moraes

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a causar barulho nas redes sociais depois que o governo dos Estados Unidos decidiu ampliar as sanções da chamada Lei Global Magnitsky. Dessa vez, o alvo não foi apenas o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, mas também sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, além do Instituto Lex, organização jurídica ligada à família.

Na tarde desta segunda-feira (22), Nikolas usou seu perfil para ironizar a situação. Num post curto, que rapidamente ganhou repercussão, ele escreveu apenas: “Casal Magnitsky”. A frase virou meme instantâneo em grupos políticos no WhatsApp e no X (antigo Twitter).

O anúncio oficial foi publicado diretamente no site do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O detalhe curioso é que as penalidades contra Moraes já tinham sido anunciadas antes, no fim de julho, mais precisamente no dia 30. Agora, o governo americano resolveu ampliar o escopo e incluir também a esposa e a entidade jurídica que leva o nome de “Lex”.

Esse instituto, sediado em São Paulo, trabalha na área de capacitação jurídica. A proposta é oferecer cursos, treinamentos e consultorias para profissionais do Direito. Nos canais oficiais, eles se apresentam como uma plataforma de inovação e desenvolvimento. Só que, a partir das sanções, qualquer vínculo internacional fica praticamente inviável, já que os bloqueios atingem não só pessoas físicas, mas também entidades associadas.

Segundo a decisão, todos os bens e ativos que Viviane possa ter em solo americano estão congelados. Isso inclui imóveis, contas bancárias, participações empresariais e até possíveis investimentos. Além disso, empresas americanas estão proibidas de negociar ou prestar serviços a ela. É uma medida que tem efeito imediato e que costuma gerar um impacto significativo, mesmo para quem não depende diretamente do mercado dos EUA.

Um ponto importante é que essa decisão pode não parar por aí. Fontes próximas ao governo de Joe Biden falam em um “pacote mais amplo de sanções”, que poderia atingir outras figuras de destaque na política e até setores econômicos estratégicos do Brasil. Não se sabe ainda quais áreas seriam alvo, mas há especulações de que a lista pode incluir nomes ligados ao judiciário e até políticos de alto escalão.

Nikolas Ferreira, que já vinha criticando o Supremo e, em especial, Alexandre de Moraes, aproveitou o momento para reforçar seu discurso contra o que chama de “abuso de poder” por parte do ministro. Nas suas redes, ele costuma comparar Moraes a figuras autoritárias e dizer que o Brasil vive uma espécie de “ditadura de toga”. O post “Casal Magnitsky” foi visto por seus seguidores como mais uma provocação direta.

O caso também gerou reações diversas entre analistas políticos. Alguns consideram que a medida dos EUA tem um efeito simbólico, já que nem todos os alvos possuem patrimônio fora do Brasil. Outros acreditam que isso pode abrir caminho para novas tensões diplomáticas, justamente em um momento em que o governo brasileiro tenta estreitar relações com Washington em áreas como comércio e meio ambiente.

Vale lembrar que, recentemente, o presidente Lula esteve nos EUA para reuniões sobre transição energética e cooperação climática. Nesse cenário, a inclusão de familiares de ministros do STF em sanções internacionais pode gerar um desconforto extra na diplomacia.

Nas redes, o debate segue quente. De um lado, apoiadores de Moraes consideram a decisão “um exagero” e afirmam que há motivação política por trás. De outro, críticos do ministro comemoram como se fosse uma espécie de “justiça internacional”.

O que fica claro é que o tema ainda vai render muito pano pra manga. E, pelo visto, Nikolas Ferreira pretende continuar usando cada novo capítulo dessa história como combustível para fortalecer sua narrativa contra o Supremo e contra o ministro que, direta ou indiretamente, se tornou um de seus maiores alvos políticos.



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