Chefe da CGU diz que Moro poderia ter combatido fraudes na gestão Bolsonaro

Escândalo no INSS: CGU Revela Detalhes de Fraudes e Responsabilidades

Nesta quinta-feira, 2 de novembro de 2023, o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius de Carvalho, fez declarações impactantes durante seu depoimento na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O ministro apontou que as denúncias sobre irregularidades poderiam ter sido investigadas ainda no período em que Sergio Moro ocupava o cargo de ministro da Justiça, durante o governo de Jair Bolsonaro.

Responsabilidades e Falhas no Passado

Durante a reunião, o chefe da CGU foi questionado pelo atual senador Sergio Moro, que buscava entender por que a CGU não havia alertado a Casa Civil e o Ministério da Previdência sobre as investigações em curso. Em resposta, Vinícius de Carvalho não hesitou em afirmar que o trabalho realizado pela CGU, em colaboração com a Polícia Federal, poderia ter sido iniciado durante a gestão de Moro.

“Esse trabalho que a CGU desenvolveu com a Polícia Federal, senador Sergio Moro, é um trabalho que podia ter sido desenvolvido durante sua gestão como ministro da Justiça, porque o senhor também recebeu denúncia sobre isso. Infelizmente, o senhor não encaminhou para a Polícia Federal e para a CGU”, declarou Carvalho, evidenciando uma possível negligência da parte de Moro em relação a denúncias que já circulavam na época.

A Gestão de Sergio Moro

Sergio Moro foi ministro da Justiça por um período de um ano e quatro meses, deixando o cargo em abril de 2020. Em seu depoimento, ele afirmou que, durante sua gestão, quatro entidades foram suspensas devido a irregularidades. “Quatro entidades foram descredenciadas de imediato. Caíram pela metade os descontos associativos. Agora, em 2019, ninguém tinha colocado uma quadrilha no comando do INSS como no governo Lula”, disse o senador, tentando desviar as responsabilidades para a atual administração.

O Impacto nas Vítimas

Vinícius de Carvalho, no entanto, não deixou passar batido o fato de que os aposentados afetados pelas fraudes não foram ressarcidos na época. “Ressarciram os aposentados? R$ 400 milhões, senador Sergio Moro. Ressarciram os aposentados dessas quatro entidades que vocês suspenderam? Não”, enfatizou, ressaltando a falta de ação em prol dos prejudicados. O impacto financeiro e emocional das fraudes no INSS é significativo, afetando a vida de milhares de aposentados e pensionistas que dependem desses recursos para sobreviver.

Denúncias e Investigações

O ministro da CGU também se defendeu de críticas sobre a suposta demora nas investigações, que começaram em 2024, mas admitiu que houve atrasos na mobilização das instituições públicas envolvidas. “Todas as instituições do Estado brasileiro demoraram. A CGU é uma dessas instituições. Eu acabei de dizer: o Ministério Público Federal tem denúncia desde 2019. O Procon tem denúncia desde 2018”, declarou Carvalho, enfatizando que as irregularidades já eram conhecidas há bastante tempo.

A Operação Sem Desconto

As fraudes no INSS surgiram a partir das investigações da CGU em parceria com a Polícia Federal, resultando na Operação Sem Desconto, realizada em abril. Essa operação revelou um esquema de descontos associativos irregulares na folha de aposentados e pensionistas, com um rombo estimado em cerca de R$ 6 bilhões, o que é alarmante e levanta questões sobre a supervisão e controle dentro da instituição.

Considerações Finais

As recentes revelações sobre as fraudes no INSS e as responsabilidades de antigos e atuais governantes trazem à tona questões importantes sobre a governança e a fiscalização dos recursos públicos. É essencial que o governo tome medidas efetivas para garantir que os aposentados não sejam mais vítimas de esquemas fraudulentos e que ações sejam tomadas para ressarcir aqueles que sofreram danos. O que se espera agora é uma resposta firme e eficaz das autoridades para que os responsáveis sejam punidos e os direitos dos cidadãos sejam respeitados.

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