Na edição do Jornal Hoje, da Globo, o apresentador César Tralli interrompeu a programação com uma notícia que deixou muita gente impactada. Ele disse ao vivo: “Olha isso: um homem atropelou, esfaqueou pedestres do lado de fora de uma sinagoga em Manchester, na Inglaterra. Duas pessoas morreram, quatro ficaram feridas e a polícia afirma que foi um ataque terrorista.” A forma direta e o tom sério mostravam o peso do acontecimento.
Esse episódio aconteceu nesta quinta-feira (2), bem em frente à Sinagoga Heaton Park Hebrew Congregation, localizada em Manchester, Reino Unido. O detalhe que torna o caso ainda mais simbólico é que ocorreu justamente durante o Yom Kippur, conhecido como o dia mais sagrado do judaísmo. Nesse período, os fiéis costumam jejuar, refletir sobre suas ações e passam boa parte do tempo em orações dentro das sinagogas. Ou seja, um momento de recolhimento espiritual acabou sendo interrompido por violência extrema.
Como foi o atentado
De acordo com informações oficiais da polícia britânica, o agressor começou avançando o carro em cima de pedestres que estavam nos arredores do templo religioso. Em seguida, ele desceu do veículo e esfaqueou um homem que chegava para participar das orações, que infelizmente não resistiu e morreu no local.
Depois disso, o suspeito ainda tentou forçar a entrada na sinagoga, mas foi contido e morto pela própria polícia. O que assustou ainda mais as autoridades foi que o homem usava um cinturão que parecia conter explosivos. Por precaução, especialistas em bombas realizaram uma detonação controlada, para evitar qualquer risco.
Um porta-voz da polícia de Manchester declarou em coletiva: “Sabemos que o horrível ataque de hoje, justamente no dia mais sagrado da comunidade judaica, causou grande choque e medo em todas as nossas comunidades.” A fala resume bem o clima de tensão e insegurança que se espalhou pela cidade logo após o ataque.
Reação das autoridades
O caso ganhou repercussão imediata dentro e fora do Reino Unido. O primeiro-ministro Keir Starmer anunciou que a segurança em sinagogas e outros locais ligados à comunidade judaica seria reforçada em todo o país. Já o rei Charles III disse estar “profundamente chocado e triste” com o ocorrido.
O prefeito de Manchester, Andy Burnham, também se pronunciou, classificando o episódio como algo “gravíssimo” e destacando a rápida ação da polícia, que conseguiu evitar que a tragédia fosse ainda maior. Vale lembrar que essa não é a primeira vez que comunidades religiosas sofrem com ataques na Europa — nos últimos anos, episódios de intolerância e violência têm sido registrados em diferentes países.
A investigação
Embora a polícia trate o caso como ataque terrorista, ainda não está 100% esclarecida a motivação do criminoso. Investigações continuam em andamento, com foco em apurar se o agressor tinha ligações com grupos extremistas ou se agiu sozinho.
Mais do que encontrar respostas imediatas, as autoridades ressaltam que a prioridade neste momento é garantir a proteção da comunidade judaica e passar segurança para a população de Manchester. Afinal, ataques como esse deixam não só vítimas diretas, mas também marcas profundas em toda a sociedade.