Desvantagem preocupante: Lula perde para rivais em todas as simulações de 2º turno

Divulgada nesta terça-feira (11), uma nova pesquisa da Futura em parceria com a Apex trouxe um sinal de alerta pro governo Lula. O levantamento mostra que, em cenários de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perderia pra maioria dos seus principais adversários políticos — e com certa folga em alguns casos.

De acordo com os dados, o pior cenário pro petista seria contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Nesse embate, Lula teria 39,5% das intenções de voto, enquanto Tarcísio aparece com 46,5%. É uma diferença de sete pontos, o que já acende o sinal vermelho dentro do Planalto. Vale lembrar que o governador paulista vem ganhando força entre eleitores mais conservadores e se posicionando como um nome mais “limpo” dentro da direita, principalmente após as turbulências envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Falando em Bolsonaro, o ex-capitão também aparece na frente de Lula. Segundo a pesquisa, o ex-presidente teria 46,6% das intenções, contra 40,2% do atual chefe do Executivo. É praticamente o mesmo placar de 2022, mas invertido. A diferença é que agora Lula carrega o peso da caneta presidencial e enfrenta uma rejeição crescente em temas como economia, segurança pública e custo de vida — problemas que voltaram a pesar no bolso do brasileiro, principalmente nas grandes cidades.

Outro dado curioso é que até Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente, venceria Lula em um eventual segundo turno. A ex-primeira-dama aparece com 46,5%, contra 40,4% do petista. O desempenho de Michelle surpreende, mas também mostra a força que o nome “Bolsonaro” ainda tem entre o eleitorado evangélico, especialmente depois das movimentações dela em eventos religiosos e entrevistas nas redes.

Mas nem tudo é notícia ruim pro presidente. Nos cenários em que enfrenta governadores de perfil mais técnico, Lula ainda leva vantagem. Contra Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, o petista venceria por uma margem apertada — 41,5% a 39,9%. Já em um duelo com Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, Lula também sairia na frente, com 40,6% contra 38,8%. Esses resultados indicam que o petista ainda mantém força em estados do Sudeste e Sul quando o adversário não é diretamente ligado ao bolsonarismo.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 898 municípios espalhados por todo o país, entre os dias 4 e 8 de novembro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Ou seja, os números ainda podem variar, mas já apontam uma tendência preocupante pra quem ocupa o Planalto.

Dentro do PT, a leitura é que o cenário ainda é “fluido”, já que falta muito tempo até 2026. Mas nos bastidores, cresce o desconforto com a dificuldade de Lula em reconquistar o eleitorado que votou nele em 2022, mas hoje demonstra arrependimento. O governo aposta em melhorias econômicas e programas sociais pra virar o jogo, enquanto a oposição trabalha pra manter vivo o sentimento de insatisfação.

A pesquisa também reforça o peso que São Paulo deve ter na próxima eleição. Com Tarcísio bem avaliado e despontando como alternativa à velha polarização Lula x Bolsonaro, muita gente já fala que o governador paulista pode ser o “fiel da balança” de 2026. Por enquanto, o jogo ainda está aberto — mas o recado das urnas, mesmo que simuladas, foi claro: o terreno pro presidente Lula segue bem mais escorregadio do que ele gostaria.



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