Tremembé: Conheça a verdadeira história de Marcos Matsunaga, assassinado por Elize em 2012

O lançamento da série “Tremembé”, nova produção do Prime Video, reacendeu a curiosidade do público por crimes que marcaram o Brasil e ainda despertam arrepios, mesmo anos depois. Um dos casos mais comentados é o de Marcos Matsunaga, executivo da Yoki, assassinado e esquartejado pela esposa Elize Matsunaga, em 2012 — um crime que virou símbolo de tragédia familiar e choque nacional.

Marcos tinha 41 anos quando foi morto. Ele era diretor executivo da empresa da família, a Yoki Alimentos, uma das marcas mais tradicionais do país. Filho de uma família japonesa de classe média alta, cresceu no bairro Parque Continental, em São Paulo, estudou nos melhores colégios da região e formou-se em Administração pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), uma das instituições mais prestigiadas do Brasil.

Ambicioso e perfeccionista, Marcos assumiu os negócios da família ainda jovem. O império alimentício havia sido construído na década de 1980 pelo avô, Yoshizo Kitano, um imigrante japonês que começou pequeno e transformou a Yoki num verdadeiro colosso do setor. Apesar do sucesso nos negócios e do padrão de vida invejável, a vida pessoal do empresário estava longe de ser perfeita.

Foi nesse cenário que ele conheceu Elize, uma mulher de origem humilde que tentava mudar de vida. O encontro aconteceu por meio de um site de acompanhantes, e logo os dois se envolveram. Na época, Marcos era casado e pai de uma menina, mas acabou se separando para viver o romance com Elize. O relacionamento, no entanto, era marcado por altos e baixos, ciúmes e desconfianças.

Casados sob o regime de comunhão parcial de bens, os dois tentavam aparentar uma vida de luxo e harmonia, com viagens, carros importados e jantares sofisticados. Mas quem convivia com o casal sabia que as brigas eram frequentes. Há relatos de discussões acaloradas, principalmente por causa de traições e controle financeiro.

O casal teve uma filha, que tinha apenas um ano e meio na época do crime. Marcos, apaixonado por armas, era praticante de tiro esportivo — um hobby que acabou se tornando um detalhe macabro na história, já que foi com uma das armas da coleção que Elize deu o tiro fatal no marido, dentro do apartamento onde viviam.

Depois de matá-lo, Elize esquartejou o corpo e tentou ocultar as partes em malas, jogando-as em diferentes locais da região metropolitana de São Paulo. O caso teve enorme repercussão nacional, e as imagens de câmeras de segurança foram cruciais para a polícia chegar até ela.

Em dezembro de 2012, Elize foi condenada a 19 anos e 11 meses de prisão por homicídio qualificado — o tribunal entendeu que ela impediu a defesa da vítima e agiu com frieza. Ela cumpriu parte da pena no presídio de Tremembé, o mesmo que dá nome à série e onde ficaram presas figuras conhecidas, como Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá.

Hoje, mais de dez anos depois, o caso continua despertando curiosidade. Elize chegou a ganhar liberdade condicional e vive uma vida discreta, longe dos holofotes. Já a filha do casal está sob a guarda dos avós paternos e foi mantida afastada da mãe por decisão judicial.

Com o sucesso de “Tremembé”, a história volta a circular nas redes, e muita gente que era criança ou nem se lembrava do crime agora está redescobrindo o caso. É curioso como, mesmo após tanto tempo, tragédias assim continuam ecoando — talvez porque, no fundo, mostrem o quanto o ser humano é capaz de misturar amor, ciúme e tragédia numa única história.

Assista ao trailer de Tremembé:





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