O vereador Carlos Bolsonaro (PL) voltou a colocar fogo nas redes sociais ao denunciar que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, teria simplesmente ignorado — e até rejeitado, segundo ele — um pedido feito pela família Bolsonaro. O pedido era básico: autorizar visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que segue detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, em meio a um clima político que já anda pesado demais desde as últimas decisões envolvendo o PL e aliados.
Carlos, que costuma ser direto nas palavras, publicou longos relatos no X (antigo Twitter) mostrando sua indignação com a situação. Ele afirmou que a defesa do pai vinha cumprindo rigorosamente todas as normas impostas pelo próprio Moraes para essas visitas — um protocolo rígido que inclui solicitações formais, apenas para familiares diretos, com limite de 30 minutos, quatro vezes por semana. “Tudo dentro da regra, tudo como mandaram”, resumiu.
Mesmo assim, segundo o vereador, a surpresa da quinta-feira veio como um soco no estômago: apesar do cumprimento das exigências, o ministro não teria respondido ao pedido. “Simplesmente ficou no silêncio”, escreveu Carlos, visivelmente irritado. Não houve justificativa, despachos, explicações, nota oficial… nada. O resultado, diz ele, foi que o ex-presidente ficou sem receber ninguém naquele dia. E, para piorar, teria questionado o motivo, aparentemente sem entender o que estava acontecendo — algo que Carlos descreveu como um momento confuso e até doloroso de assistir.
O vereador seguiu o desabafo em tom cada vez mais duro. Para ele, o episódio não é um mero erro burocrático ou um esquecimento do gabinete do ministro. “Isso não é falha. Não é descuido. Não é acaso. É método”, disparou. Carlos disse enxergar no silêncio de Moraes um “procedimento intencional”, quase como se fosse — em suas palavras — uma forma de demonstração de poder em cima de um adversário político já fragilizado.
Ele ainda sugeriu que esse tipo de atitude estaria se tornando comum, mencionando outras decisões recentes do Supremo que, na visão de aliados do ex-presidente, ultrapassam limites. Nas últimas semanas, figuras do PL vêm levantando o discurso de que existe uma “normalização do abuso” dentro das instituições, especialmente em casos envolvendo o bolsonarismo, a exemplo das operações mais recentes autorizadas contra ex-ministros e ex-assessores do Planalto.
Carlos encerrou sua publicação com um tom emocional, misturando indignação e apelo. “Até quando essa maldade absurda? Meu Deus!”, escreveu, destacando o que considera um cenário de perseguição política. Ele classificou a situação como “arbitrária”, reforçando que, para ele, não se trata mais de discussão jurídica, mas de um movimento que ultrapassa as garantias básicas previstas pela Constituição — como o direito de familiares visitarem alguém preso, mesmo em condição especial.
Vale lembrar que o caso tem repercutido fortemente nas redes, especialmente entre apoiadores do ex-presidente, que já vinham reagindo de maneira intensa aos desdobramentos da detenção. Influenciadores de direita, deputados aliados e até comentaristas independentes têm compartilhado as falas de Carlos, gerando uma onda de discussões que se mistura com o cenário político do final de 2025, marcado por tensões entre Executivo, Congresso e Judiciário.
Enquanto isso, o STF mantém silêncio sobre o episódio, pelo menos até o momento. Não houve nota oficial respondendo às acusações do vereador, nem esclarecimentos sobre o motivo da falta de autorização. A ausência de posicionamento só aumentou as especulações — algo comum no ambiente digital, onde qualquer lacuna vira combustível para teorias e debates infinitos.
No fim, o que fica desse novo capítulo é a sensação de que o conflito institucional continua longe de acabar. Carlos Bolsonaro, por sua vez, promete seguir vocalizando sua indignação enquanto o pai permanece detido. E o país, mais uma vez, assiste a tudo misturando surpresa, cansaço e aquela dose diária de polarização que já virou rotina nacional.
A defesa do Presidente Jair Bolsonaro sempre seguiu exatamente o protocolo imposto por Alexandre de Moraes: solicitações formais, restritas aos familiares, nos absurdos 30 minutos permitidos, apenas 4 vezes por semana.
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) December 11, 2025
E hoje veio mais uma surpresa: mesmo cumprindo tudo, o…