“Tirem as mãos da Venezuela”; protestos em Londres criticam ação dos EUA

Protestos em Londres: O que está por trás da captura de Maduro?

Recentemente, um grupo de manifestantes se reuniu em frente à embaixada dos Estados Unidos em Londres, atraindo a atenção da mídia e do público. Essa manifestação, que ocorreu no último sábado, foi organizada por membros do Partido Comunista da Grã-Bretanha e outros ativistas, como resposta à intervenção militar dos EUA na Venezuela. O ato se tornou um verdadeiro grito contra o que muitos veem como uma violação da soberania de um país.

Ato de Protesto

Os manifestantes, munidos de tambores e bandeiras, não só da Venezuela, mas também da Palestina, deixaram claro seu descontentamento. Com gritos de “Tirem as mãos da Venezuela” e “Libertem Maduro”, eles criticaram a política externa dos EUA e pediram que o Reino Unido se distanciasse de operações militares no Caribe. Cartazes com mensagens como “Defendam a Venezuela” e “O povo unido jamais será vencido” foram vistos entre a multidão, reforçando a ideia de que o povo está se unindo contra a opressão.

Além disso, o evento em Londres não foi um fenômeno isolado. A manifestação aconteceu em um contexto de reações internacionais variadas, onde países como a Rússia e Cuba condenaram a ação dos EUA, chamando-a de “ato de agressão armada” e um ataque “criminoso”. Essa divisão de opiniões levanta questões sobre a legitimidade da intervenção e suas repercussões globais.

Declarações de Autoridades

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se apressou em afirmar que o governo do Reino Unido não teve qualquer participação na operação militar que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Durante uma coletiva, Starmer declarou ter “absoluta certeza” de que o país não colaborou com a incursão que atingiu Caracas e outras regiões. Ele ressaltou a importância do diálogo com o presidente americano Donald Trump para entender melhor os detalhes da missão, mas reafirmou seu compromisso com o direito internacional.

A Captura de Maduro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a intervenção, descrevendo a missão como uma “operação brilhante” realizada pela Força Delta e monitorada pela CIA. Segundo informações da administração, a captura de Maduro tem como objetivo levá-lo a julgamento no Distrito Sul de Nova York, enfrentando acusações sérias, incluindo narcoterrorismo e conspiração para importar cocaína.

Enquanto os protestos se intensificam na Europa, relatos indicam que Maduro e sua esposa foram retirados da Venezuela e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, em direção aos Estados Unidos. Essa movimentação trouxe à tona uma série de questionamentos sobre o futuro da Venezuela e a legitimidade do novo governo, agora sob a liderança da vice-presidente Delcy Rodríguez, que declarou estado de emergência nacional e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU.

Reflexões Finais

Os eventos que se desenrolam na Venezuela e as reações ao redor do mundo nos mostram o quão complexas são as relações internacionais. A intervenção militar de um país em outro raramente é uma solução que agrada a todos, e a polarização de opiniões sobre o tema é um reflexo das diversas narrativas que existem em torno da política global. É importante que continuemos a acompanhar essa situação, pois suas implicações podem afetar não apenas a Venezuela, mas também a dinâmica de poder em todo o continente americano e além.

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