Urach volta ao Carnaval após 10 anos e cita fase convertida

Andressa Urach: O Retorno Triunfal ao Carnaval e a Redefinição de Sua História

A história de Andressa Urach é uma das mais intrigantes e complexas da cultura pop brasileira. Desde seu auge como vice-Miss Bumbum até o dramático episódio de saúde que a levou a uma conversão religiosa radical, cada capítulo de sua vida parece ser um reflexo de desafios e superações. Agora, em 2026, ela se prepara para um retorno polêmico ao Carnaval, um momento que promete gerar debates e questionamentos.

O Retorno à Marquês de Sapucaí

Após um longo hiato de uma década, Andressa volta a desfilar na Marquês de Sapucaí como musa da Unidos do Porto da Pedra. Esse retorno, esperado por muitos, simboliza não apenas uma reconciliação com o Carnaval, mas também uma reavaliação de sua própria identidade. Durante anos, Urach se afastou da folia, condenando a festa que antes fazia parte de sua vida. Ela admite que, na fase em que estava ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, o Carnaval era visto como um pecado, algo que deveria ser evitado a todo custo.

Uma Década de Silêncio e Reflexão

Para entender o impacto do retorno de Andressa, é essencial olhar para o passado. O afastamento dela começou após um grave incidente de saúde, quando uma aplicação de hidrogel a levou a um estado crítico. Após esse episódio, ela se refugiou na religião, mudando drasticamente seu estilo de vida. “Na minha fase convertida, o Carnaval era um assunto proibido para mim,” relembra Urach, destacando que não só evitava a festa, mas até mesmo os desfiles na televisão.

A Identidade Perdida

O distanciamento de Andressa não foi apenas físico; foi uma tentativa de apagar uma parte de sua história. “Eu me anulei em várias áreas, inclusive em coisas que sempre fizeram parte da minha história,” diz ela. Negar o Carnaval significava negar a mulher que o Brasil conheceu. Essa anulação foi dolorosa, pois envolveu romper laços com amigos e ignorar sua paixão pela festa. Hoje, aos 38 anos, ela reflete sobre esse período com clareza, reconhecendo que sua antiga identidade não pode ser apagada.

Ressignificação da Fé e da Folia

Um dos aspectos mais interessantes do retorno de Andressa é como ela lida com sua espiritualidade. Para ela, voltar ao Carnaval não significa negá-la ou desmerecer sua fé. “Não é sobre dizer que tudo o que vivi antes foi errado, é sobre entender que eu mudei,” explica. Este novo entendimento representa uma fase de amadurecimento, onde a mulher pode ser dona de suas escolhas sem perder a conexão com o sagrado. Para Andressa, o Carnaval de 2026 é uma celebração de liberdade e expressão.

O Convite da Porto da Pedra

A escolha da Unidos do Porto da Pedra para seu retorno não foi feita ao acaso. A escola, que traz um enredo que fala sobre segredos da noite, se alinha com a trajetória de Urach, que sempre viveu em extremos. “Não foi uma decisão impulsiva. Eu senti que estava pronta para voltar,” afirma. Integrar a Porto da Pedra representa uma validação de sua história e de seu papel na mídia, apesar das polêmicas que a cercam.

Preparação para o Desfile

Andressa Urach tem se preparado intensamente para o desfile de 14 de fevereiro de 2026. Após diversas cirurgias plásticas, ela está focada em seu condicionamento físico. O desafio de desfilar como musa requer energia e foco, algo que não fazia há tempos. Além dos treinos, Andressa também investe em sua saúde mental, ciente de que as críticas serão inevitáveis. Contudo, ela se sente mais confiante agora do que aos 20 anos, atribuindo essa segurança à autonomia que ganhou sobre sua imagem.

Expectativas para o Grande Dia

O desfile da Porto da Pedra promete ser um dos momentos mais comentados do Carnaval de 2026. Urach encerra suas reflexões com um tom de esperança. “Estou voltando com o coração aberto,” conclui. Para ela, cruzar a linha de dispersão será prova de que retomou o controle de sua narrativa. O enredo da escola reflete sua vida de altos e baixos, uma jornada que agora se reencontra com o brilho das lantejoulas. Para Andressa, 2026 não é apenas mais um Carnaval; é o ano da sua libertação final.



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