Vídeo: Tralli perde a paciência com Lula e manda forte recado ao vivo

O apresentador César Tralli acabou virando assunto nas redes sociais depois da edição do Jornal Nacional exibida na noite desta quarta-feira (14). Muita gente que assistia ao telejornal percebeu que o jornalista não conseguiu disfarçar um certo incômodo ao noticiar uma conversa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder russo Vladimir Putin. Não foi algo dito de forma direta, mas o tom de voz, a expressão facial e até o jeito de conduzir a informação chamaram atenção do público mais atento.

Durante a matéria, Tralli informou que Lula telefonou para Putin e que, na conversa, os dois presidentes defenderam a soberania da Venezuela. Até aí, nada fora do roteiro tradicional do jornalismo político. O problema, segundo internautas, veio logo em seguida, quando o apresentador fez questão de pontuar um detalhe que, para muitos, soou como crítica indireta — ou nem tão indireta assim.

“O presidente Lula telefonou hoje para o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Na conversa, os dois defenderam a soberania da Venezuela e se comprometeram a coordenar esforços para reduzir as tensões na América Latina”, disse Tralli, em tom firme. Logo depois, ele completou com uma observação que mudou completamente o clima da notícia.

De acordo com o jornalista, nos relatos divulgados pelos dois governos não havia qualquer menção à invasão da Ucrânia pela Rússia, um conflito que já dura anos e que elevou a tensão na Europa ao maior patamar desde o fim da Guerra Fria. Foi nesse momento que parte do público sentiu que Tralli “pesou a mão”. Nas redes sociais, surgiram comentários dizendo que o apresentador teria ficado revoltado, outros falaram em “chilique” e até em dificuldade de esconder críticas ao governo petista.

A fala específica foi vista por muitos como uma espécie de entrega de posicionamento. Para esse grupo, ao destacar a ausência do tema Ucrânia na conversa entre Lula e Putin, Tralli teria ultrapassado a linha da simples informação e entrado no campo da opinião. Já outros defendem que o jornalista apenas contextualizou um fato relevante, algo comum no jornalismo internacional.

Essa, aliás, não é a primeira vez que o nome de César Tralli aparece ligado a discussões sobre viés político. Desde que assumiu espaço de maior destaque na Globo, parte do público passou a observar com lupa suas falas, escolhas de palavras e até entonação. Em uma entrevista recente com o vice-presidente Geraldo Alckmin, por exemplo, houve quem dissesse que o tom adotado por Tralli soou mais duro do que o habitual. Na ocasião, até Ana Maria Braga teria demonstrado certo desconforto com a condução da conversa.

Outro ponto que costuma ser lembrado nas críticas é a maneira como Tralli se refere a escândalos envolvendo governos de esquerda, como no caso das fraudes do INSS, frequentemente chamadas por ele de “roubalheira”. Para alguns telespectadores, o termo é informal demais para um telejornal que prega neutralidade e sobriedade. Para outros, é apenas uma forma mais direta de se comunicar com o público.

O fato é que, em tempos de polarização política e redes sociais afiadas, qualquer gesto, palavra ou pausa vira munição. O Jornal Nacional, que sempre se colocou como um símbolo de imparcialidade, hoje enfrenta um público muito mais crítico e desconfiado. E César Tralli, gostando ou não, acabou no centro desse debate.

Se foi revolta, crítica velada ou apenas jornalismo mais opinativo, cada um tira sua própria conclusão. O que dá pra dizer, sem exagero, é que o público está de olho — e não deixa passar nada.

Confira:



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