Nikolas Ferreira revela ligação de Moraes e Toffoli em escândalo do Banco Master

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou ao centro do noticiário político ao fazer acusações pesadas contra dois dos principais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF): Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Em um vídeo publicado nas redes sociais, mais precisamente no X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou que ambos teriam ligação com um suposto esquema de proteção ao Banco Master, instituição financeira envolvida em uma operação de R$ 12,2 bilhões que estaria cercada de indícios de fraude. As declarações, como era de se esperar, caíram como bomba em Brasília.

No vídeo, Nikolas adota um tom duro, quase indignado. Diz que o caso é “cheio de sujeira” e que está longe de ser encerrado. Segundo ele, existem conexões obscuras que ainda não foram devidamente esclarecidas e que precisam vir à tona. O deputado ainda sugere que há uma rede de interesses funcionando nos bastidores, algo que, na visão dele, compromete a credibilidade das instituições.

Mas afinal, o que está por trás dessa história envolvendo o Banco Master? O caso gira em torno da liquidação extrajudicial da instituição, decretada pelo Banco Central em novembro de 2025. Na época, o BC apontou problemas graves na gestão do banco. Paralelamente a isso, surgiu uma tentativa de venda do Banco Master ao BRB (Banco de Brasília), o que acabou levantando ainda mais suspeitas.

Uma das principais críticas feitas por Nikolas Ferreira mira o ministro Dias Toffoli. De acordo com o deputado, Toffoli teria agido de forma, no mínimo, estranha ao rejeitar recursos apresentados pelo Banco Central. Além disso, o ministro manteve marcada uma acareação para o dia 30 de dezembro de 2025, mesmo durante o recesso do Judiciário, o que chamou atenção de muita gente. O procedimento envolveria o banqueiro Daniel Vorcaro, além de autoridades do próprio BC e do BRB. Para completar, Toffoli também negou um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) que solicitava a suspensão desse ato.

Já Alexandre de Moraes aparece nas acusações de forma ainda mais direta. Nikolas afirma que o ministro teria feito ligações ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto — ou ao seu sucessor, Gabriel Galípolo, segundo alguns relatos — com o objetivo de interferir no processo de liquidação do banco. Essa acusação, claro, elevou o tom do debate e gerou forte repercussão nas redes sociais.

Outro ponto sensível envolve um contrato que estaria no valor de R$ 100 mil mensais. Segundo o deputado, o acordo teria sido firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, para prestação de serviços jurídicos. Essa informação, mesmo tratada como denúncia, aumentou ainda mais a pressão sobre o STF.

O caso ganhou contornos ainda mais graves após a prisão de Daniel Vorcaro e de seu cunhado, que é pastor da Igreja Lagoinha, durante operações da Polícia Federal. Há suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de fintechs ligadas à igreja, o que ampliou o alcance da investigação. Nikolas fala abertamente em uma “rede de influência”, citando possíveis práticas de lobby e proteção judicial.

Do outro lado, o Banco Master nega qualquer irregularidade e afirma que tudo será esclarecido. O Banco Central, por sua vez, informou que a apuração é complexa e pode levar até seis meses para ser concluída. Até o momento, nem o STF nem os ministros citados se manifestaram oficialmente sobre as acusações.

Enquanto isso, o assunto segue quente no Congresso. Já existem pedidos para a criação de uma CPMI que investigue as possíveis conexões entre membros do Judiciário e o sistema financeiro. Verdade ou não, o fato é que o episódio escancara mais uma vez a crise de confiança entre poderes e promete render novos capítulos nos próximos meses.



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