A Revolução Musical de Luísa Sonza: Entre Desafios e Liberdade Criativa
Luísa Sonza, uma das vozes mais proeminentes da música pop brasileira atualmente, não chegou ao topo sem enfrentar uma série de desafios e aprendizados. Sua jornada, marcada por experiências que vão além do palco, trouxe à tona reflexões profundas sobre a indústria da música e suas dinâmicas. Recentemente, em um bate-papo no terceiro episódio da nova temporada do Na Palma da Mari Verão, a cantora compartilhou suas visões sobre o etarismo, principalmente no que diz respeito ao tratamento de mulheres na indústria musical.
Um Olhar Crítico sobre o Etarismo
Luísa expressou sua preocupação com a maneira como o mundo, de forma geral, lida com o envelhecimento feminino. “Eu acho muito preocupante a forma como o mundo lida com o etarismo e, principalmente, com a mulher”, afirmou. Para ela, é doloroso ver artistas com uma carreira sólida sendo desvalorizadas por simplesmente terem mais experiência. “A indústria ainda é muito cruel”, enfatizou. Essa observação não é apenas um desabafo, mas um chamado à ação, para que a sociedade repense suas atitudes e preconceitos.
A Transformação Pessoal de Luísa
Aos 27 anos, Luísa reflete sobre como sua visão sobre feminismo evoluiu desde 2017, quando deixou sua cidade natal, com apenas 6 mil habitantes, para se expor ao vasto mundo da internet. No início, ela buscava aprovação, tentando se moldar a um estereótipo de “menina meiga” para desmentir as críticas que recebia. Com o tempo, no entanto, ela percebeu que a raiz do problema estava nas estruturas que objetificam as mulheres. “Eu entendi o que era o machismo porque eu me culpava”, recorda. Essa conscientização a levou a se educar e, mais importante, a lutar contra essas injustiças.
Rivalidades e União no Mercado Musical
Luísa também abordou as rivalidades que muitas vezes são fomentadas dentro da indústria da música. Segundo ela, essas rivalidades não apenas diminuem indivíduos, mas também têm o potencial de afetar todas as mulheres do setor. A união e a firmeza, acredita, são fundamentais para enfrentar a objetificação e os estigmas que cercam artistas. “As pessoas tentam nos colocar em caixinhas, mas é preciso resistir a isso”, defende.
O Novo Álbum: Bossa Sempre Nova
Essa busca por liberdade e autenticidade culminou em seu mais recente projeto, o álbum Bossa Sempre Nova, lançado em janeiro de 2026. Neste trabalho, Luísa se uniu a ícones da música brasileira, como Roberto Menescal e Toquinho, para explorar um novo território musical que transcende o pop. “É um momento muito novo meu, muito maduro”, afirma Luísa, que considera a Bossa Nova uma adição tardia, mas poderosa, em sua carreira. O álbum traz releituras de clássicos como “O Barquinho” e uma faixa inédita, simbolizando uma transição para uma fase em que ela valoriza o tempo de qualidade e a arte atemporal.
O Papel do Artista na Indústria
Luísa acredita que um artista do seu porte não deve se curvar às exigências da indústria, mas sim moldá-la. “Um artista de um tamanho como o meu se curvar para a indústria é um exemplo péssimo”, insiste. Essa afirmação reflete uma nova geração de artistas que busca não apenas criar, mas também influenciar a forma como a música é percebida e comercializada.
Um Olhar Mais Pessoal
Durante o episódio do Na Palma da Mari, Luísa também compartilhou um lado mais pessoal, revelando sua paixão por jogos e falando sobre seus dez pets. Ela discute a importância de manter um equilíbrio na saúde mental, algo que muitas vezes é negligenciado na pressão da indústria musical. Essa conexão com o público, mostrando seu lado humano, é uma estratégia que a aproxima ainda mais de seus fãs.
Para saber mais, você pode conferir o papo completo neste link.