Uma nova rodada de pesquisa eleitoral começou a circular forte nos bastidores de Brasília e também nas redes sociais nesta semana. O levantamento, feito pelo Instituto Futura em parceria com a Apex Partners e divulgado na última quinta-feira (22), aponta um cenário que chamou atenção até de aliados do governo: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em simulações para a eleição presidencial de 2026.
Segundo os dados, foram testados seis cenários diferentes de primeiro turno. Em três deles, Flávio surge na dianteira das intenções de voto, ainda que, em alguns casos, a diferença esteja bem próxima da margem de erro, estimada em cerca de 2,2 pontos percentuais. Mesmo assim, o resultado acendeu um sinal amarelo no Palácio do Planalto, principalmente em um dos cenários mais comentados, no qual o senador alcança 43,8% das intenções de voto, contra 38,7% de Lula. Não é pouca coisa, convenhamos.
Nos bastidores políticos, aliados de Flávio comemoraram com cautela. Ninguém quer soltar foguete antes da hora, mas o discurso já é de que o nome do senador começa a se consolidar como uma alternativa viável dentro do campo conservador. Do outro lado, petistas minimizam os números e lembram que ainda faltam quase dois anos para a eleição, tempo mais que suficiente para o jogo virar — e virar feio, se bobear.
Quando o assunto é segundo turno, o cenário fica ainda mais delicado para o atual presidente. A pesquisa mostra Flávio Bolsonaro novamente à frente, com 48,1% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 41,9%. Os votos brancos, nulos ou em “ninguém” somam 8,9%, e apenas 1,1% dos entrevistados disseram estar indecisos. Nesse caso específico, a vantagem do senador fica fora da margem de erro, o que dá mais peso ao resultado e explica o burburinho político dos últimos dias.
O levantamento ouviu 2.000 pessoas em 849 municípios brasileiros, entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08233/2026, o que reforça sua validade técnica, apesar das críticas naturais que sempre surgem quando os números desagradam alguém.
E não para por aí. Além do embate direto entre Flávio e Lula, o Instituto Futura também testou outros nomes fortes em cenários de segundo turno. Em várias dessas simulações, Lula aparece numericamente atrás, inclusive em confrontos com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Em alguns desses casos, é verdade, a diferença fica dentro da margem de erro, o que impede qualquer cravação definitiva.
Mesmo assim, o clima político é de alerta. Com a popularidade do governo sendo pressionada por debates sobre economia, inflação persistente e desgaste em pautas sensíveis no Congresso, pesquisas como essa ganham um peso simbólico enorme. Nas redes sociais, apoiadores de ambos os lados já travam uma guerra de narrativas, cada um puxando os números para o seu lado, como sempre acontece.
No fim das contas, a pesquisa não define eleição, mas mostra tendências. E, goste ou não, os números indicam que a disputa de 2026 promete ser mais acirrada do que muitos imaginavam até pouco tempo atrás. Se isso vai se confirmar nas urnas, aí já é outra história — e o Brasil adora uma reviravolta política.