Conheça a doença que não tem cura e que quase deixou Maiara careca: ‘Problema genético’

A cantora Maiara, conhecida nacionalmente pela dupla sertaneja com Maraisa, voltou a chamar atenção nos últimos dias, mas desta vez longe dos palcos e dos figurinos cheios de brilho. Em um momento mais íntimo, ela apareceu sem os apliques e laces que costuma usar nos shows e revelou a real situação dos próprios cabelos. O que se viu foram fios mais ralos, falhas aparentes e um desabafo sincero que rapidamente repercutiu nas redes sociais.

Não é de hoje que Maiara fala abertamente sobre enfrentar a alopecia androgenética, uma condição hereditária e sem cura definitiva. A cantora, que já passou por diversas transformações físicas nos últimos anos, mostrou mais uma vez que nem tudo é glamour na vida artística. A exposição do problema gerou apoio de fãs, debates e também curiosidade sobre a doença, que afeta homens e mulheres em todo o mundo.

Em entrevista à revista CARAS, o dermatologista Elson Viana, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Capilar (SBRCC), explicou de forma clara o que está por trás da alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície. Segundo o médico, o próprio nome da condição já entrega muito do problema. “Quando a gente fala androgenética, estamos falando de genética e hormônio. Existe uma predisposição genética e uma resposta inadequada do organismo a um hormônio derivado da testosterona”, explicou.

Esse hormônio acaba atuando diretamente nos folículos capilares, provocando o afinamento progressivo dos fios. Com o tempo, o cabelo vai ficando mais fraco, cresce menos e, em alguns casos, simplesmente deixa de nascer. É um processo lento, silencioso e muitas vezes difícil de aceitar, principalmente para mulheres, onde o impacto emocional costuma ser maior.

De acordo com o Dr. Elson Viana, o tratamento da alopecia androgenética exige disciplina e acompanhamento médico constante. Não existe solução milagrosa ou produto que resolva tudo sozinho. “O tratamento é feito com medicamentos que bloqueiam ou reduzem a ação desse hormônio envolvido no processo e, ao mesmo tempo, estimulam o fio a permanecer mais tempo na fase de crescimento”, afirmou o especialista.

O alerta mais importante, segundo o dermatologista, é entender que o tratamento é contínuo e dura a vida toda. “Não tem cura. O paciente precisa tratar sempre para manter os cabelos que ainda tem. Os fios que já foram perdidos não voltam”, disse. Por isso, iniciar o tratamento o quanto antes faz toda a diferença, evitando uma perda ainda maior ao longo dos anos.

Outro ponto que sempre gera dúvidas é o transplante capilar. Elson Viana esclareceu que o procedimento pode ajudar bastante na parte estética, mas não resolve a doença. “O transplante faz parte do tratamento, mas não é curativo. Ele serve para repor fios em áreas onde já não existe mais cabelo, mas o paciente vai precisar continuar usando medicamentos para controlar a alopecia”, explicou.

O caso de Maiara acabou trazendo o assunto novamente para o centro das discussões, principalmente em um momento em que muitas pessoas têm falado mais abertamente sobre autoestima, saúde mental e padrões irreais nas redes sociais. Ao se mostrar vulnerável, a cantora também ajuda a normalizar uma condição que atinge milhares de brasileiros, mas que ainda é cercada de tabus e desinformação.

No fim das contas, o desabafo de Maiara vai além da aparência. Ele escancara uma realidade que muita gente vive em silêncio e reforça a importância de informação, diagnóstico precoce e, acima de tudo, acolhimento. Porque cabelo cresce, cai, muda… mas a pressão emocional, essa sim, deixa marcas profundas.



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