Documentário ‘Apolo’ Brilha no SXSW: Uma Reflexão Sobre Amor e Resistência
O documentário brasileiro “Apolo”, que tem a direção de Tainá Müller e Isis Broken, acaba de ser selecionado para o South by Southwest (SXSW) 2026, um dos festivais mais renomados do mundo, que ocorrerá entre os dias 12 e 18 de março. Essa notícia é um verdadeiro motivo de celebração para todos que estão envolvidos na produção desse longa-metragem, que já conquistou prêmios em sua estreia nacional no Festival do Rio, onde venceu nas categorias de Melhor Longa-Metragem Documentário e Melhor Trilha Sonora Original.
A Importância do SXSW para o Cinema Brasileiro
A presença de “Apolo” no SXSW é um passo significativo, especialmente em um ano que tem sido marcado por desafios e conquistas para o cinema brasileiro. A diretora Tainá Müller expressou sua felicidade em relação à estreia internacional do documentário, ressaltando que “é um dos maiores e mais influentes festivais do mundo”. Ela também comentou sobre o contexto delicado que os Estados Unidos estão vivendo atualmente, e como o filme oferece uma mensagem de esperança em meio a tanta dor e luta por igualdade e respeito.
“Apolo” é mais do que apenas um filme; é uma representação da resistência através do amor. Tainá destacou que o documentário pode servir como um “pequeno sopro de esperança” para aqueles que buscam mudanças sociais significativas.
Desafios da Produção e a Estreia de Isis Broken
Isis Broken, que também é a protagonista do filme, compartilhou sua experiência ao dirigir “Apolo”. Para ela, essa foi uma jornada repleta de desafios, já que o projeto envolve a exposição de sua própria família e as dificuldades que enfrentaram devido ao preconceito. “Apesar de tudo, sabíamos que não estávamos sozinhes. Tínhamos amor, coragem e o apoio de muitas pessoas que acreditam na luta por respeito e dignidade”, relembra.
Para ambas as diretoras, o documentário também se propõe a ser um espaço para discutir temas que muitas vezes são marginalizados nas conversas sociais, como a maternidade e paternidade trans. “Essas pautas precisam ser visibilizadas. É difícil, mas é também uma forma de resistência e de construção de um futuro mais justo”, afirmou Isis, enfatizando a importância de dar voz a essas experiências.
A Narrativa de ‘Apolo’
O foco de “Apolo” está na vida da cantora sergipiana Isis Broken e seu marido, Lourenzo Gabriel, que é um homem trans. O filme narra a jornada deles durante a concepção de um filho, que ocorreu naturalmente durante a pandemia em 2019. O documentário também aborda a busca por um pré-natal respeitoso dentro do sistema público de saúde e os desafios enfrentados em um país onde o preconceito contra pessoas trans é alarmante, sendo o Brasil um dos países que mais mata pessoas dessa comunidade.
Além de ser uma representação pessoal, “Apolo” é descrito como um “registro histórico” e uma “carta de amor”, que se destina a sensibilizar o público sobre as realidades enfrentadas por famílias trans. O projeto não apenas documenta a vida dos personagens, mas também busca um diálogo sobre a aceitação, amor e os direitos humanos.
O Futuro de ‘Apolo’
Com a estreia programada para o SXSW, as expectativas são grandes e a equipe do filme está otimista quanto ao impacto que “Apolo” pode ter no público. À medida que o documentário continua a ser exibido em festivais, sua mensagem de amor e resistência ressoa cada vez mais, mostrando que, apesar dos desafios, há sempre um espaço para a esperança e a luta por um mundo mais justo.
Assista ao trailer e se prepare para se emocionar com essa história que promete tocar corações e abrir mentes.