Nesta quinta-feira (05), o ator José de Abreu voltou a movimentar o noticiário político ao anunciar que será candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), no Rio de Janeiro. A confirmação veio pelas redes sociais, onde ele apareceu sorridente ao lado de Washington Quaquá, atual prefeito de Maricá e um dos nomes fortes do partido no estado. A foto, claro, rapidamente se espalhou e gerou comentários de todo tipo, principalmente entre apoiadores e críticos do artista.
Conhecido há décadas não só pelos papéis marcantes na televisão, mas também pelo posicionamento firme em debates políticos, José de Abreu já vinha dando sinais de que poderia entrar de vez na disputa eleitoral. Na quarta-feira (04), um dia antes do anúncio oficial, ele publicou no X (antigo Twitter) uma imagem histórica: uma foto de quando foi preso pela ditadura militar, em 1968. Na legenda, escreveu com ironia: “Meu passado me condena, rsrs! Vem novidade por aí!”. Para quem acompanha o ator, a mensagem soou quase como um spoiler.
A decisão de se candidatar, segundo pessoas próximas, não surgiu do nada. Pelo contrário. A ideia foi amadurecendo aos poucos, depois de várias conversas com figuras históricas do PT. De acordo com informações divulgadas pelo site Agenda do Poder, antes de bater o martelo, Zé de Abreu buscou conselhos de lideranças petistas experientes. Entre elas, o ex-ministro José Dirceu, com quem mantém uma relação antiga, que vem desde os tempos de militância durante os anos mais duros da ditadura militar no Brasil.
Esse passado político, inclusive, é algo que o próprio ator faz questão de lembrar. Diferente de outros artistas que evitam se envolver diretamente com eleições, José de Abreu sempre se posicionou, gostem ou não. Em entrevistas recentes e postagens nas redes, ele costuma criticar o avanço da extrema-direita, defender políticas sociais e comentar fatos atuais da política nacional, como decisões do STF e embates no Congresso. Isso acaba aproximando uma parte do público e afastando outra, algo que ele parece já ter aceitado faz tempo.
Além da candidatura em si, o PT já definiu que José de Abreu terá um papel estratégico na campanha fluminense. Por sugestão direta de Washington Quaquá, o ator será um dos principais rostos do partido no programa eleitoral do estado. A ideia é que ele participe com frequência dos espaços de rádio e televisão durante o período oficial da campanha, usando sua popularidade e experiência de comunicação para ampliar o alcance das mensagens petistas.
Ao comentar a escolha, Quaquá afirmou que a trajetória artística e a atuação pública de José de Abreu podem contribuir muito para fortalecer o debate político no Rio de Janeiro. Segundo ele, o ator tem uma história de vida que dialoga com momentos importantes do país e isso pode ajudar a aproximar o eleitor de temas que, muitas vezes, parecem distantes da população.
Ainda é cedo para saber como será a recepção do eleitorado fluminense à candidatura do ator, mas uma coisa é certa: ela não passará despercebida. Em um cenário político cada vez mais polarizado e com nomes conhecidos da mídia entrando na disputa, a presença de José de Abreu promete esquentar o debate e render muitos capítulos até o dia da eleição.