O Canadá amanheceu de luto nesta terça-feira (10/2) depois de uma tragédia que ninguém imaginava ver acontecer em uma cidade tão pequena. Um tiroteio dentro da Tumbler Ridge Secondary School, na província da Colúmbia Britânica, terminou com 10 mortos — entre eles, a principal suspeita de ter efetuado os disparos. Pelo menos 25 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. É o tipo de notícia que a gente lê e custa a acreditar.
Tumbler Ridge tem pouco mais de 2 mil habitantes. Todo mundo praticamente se conhece. A escola atingida atende cerca de 160 alunos. Um lugar considerado tranquilo, daqueles onde pais deixam os filhos sem grandes preocupações. Por isso o choque foi ainda maior. Segundo informações divulgadas pelas autoridades canadenses, o ataque começou por volta das 13h20 no horário local (19h20 em Brasília). Em apenas dois minutos, a polícia já estava no local, de acordo com o primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby.
Nove pessoas morreram baleadas. A suspeita do crime também foi encontrada sem vida dentro da escola e, segundo a polícia, tudo indica que ela tenha tirado a própria vida. Seis vítimas foram localizadas dentro do colégio. Uma morreu a caminho do hospital. Outras duas foram encontradas em uma residência próxima, que, segundo os investigadores, pode ter ligação direta com o caso. É uma cena difícil até de descrever.
De acordo com o jornal canadense Western Standard, a autora dos disparos seria uma jovem transgênero de 18 anos, estudante da própria escola. Colegas ouvidos pelo jornal a descreveram como alguém “tranquila, gente boa”, mas ao mesmo tempo “quieta e meio deslocada”. Aquela pessoa que passa quase despercebida nos corredores, sabe? Ainda assim, o site Metrópoles informou que não vai divulgar a identidade da suspeita até confirmação oficial das autoridades — uma decisão prudente, diga-se.
A polícia confirmou que a descrição da suspeita batia com um alerta emitido pouco antes da tragédia. O aviso falava de uma pessoa do sexo feminino, usando vestido e com cabelos castanhos. Em coletiva, as autoridades não esclareceram se a atiradora era maior ou menor de idade — apesar das informações da imprensa indicarem 18 anos — nem confirmaram quantas das vítimas eram crianças. Esse silêncio, aliás, aumenta ainda mais a angústia das famílias.


Mais de 25 pessoas ficaram feridas. Duas delas precisaram ser levadas de helicóptero para hospitais maiores, devido à gravidade dos ferimentos. Imagina o desespero de pais recebendo ligações, mensagens desencontradas, notícias pela internet… Em tempos de redes sociais, a informação corre rápido, mas nem sempre com clareza. E isso, muitas vezes, piora a situação.


O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica classificou o episódio como “uma tragédia inimaginável” e afirmou que este é um dos ataques mais mortais da história recente do país. Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse estar “devastado” e prestou solidariedade aos moradores da província. Declarações oficiais são importantes, claro, mas não apagam a dor de uma comunidade inteira.
A Polícia Montada do Canadá (RCMP) informou que vai investigar todas as circunstâncias do caso e que, até o momento, não há indícios de participação de outras pessoas. “Foi uma situação dinâmica e em rápida evolução”, declarou o superintendente-chefe Ken Floyd, destacando a cooperação da escola, dos socorristas e da comunidade.
Nas redes sociais, as direções da escola primária e da secundária de Tumbler Ridge anunciaram que as unidades permanecerão fechadas pelo restante da semana. O distrito informou que está organizando apoio psicológico para alunos, familiares e funcionários. E vai precisar. Uma cidade pequena sente tudo de forma muito mais intensa.
A ministra da Segurança Pública da província, Nina Krieger, afirmou que os acontecimentos “profundamente perturbadores” estão causando comoção em toda a Colúmbia Britânica. E não só lá. O país inteiro discute agora segurança nas escolas, saúde mental, acesso a armas — temas que voltam à tona sempre que uma tragédia dessas acontece.
No fim das contas, fica aquela sensação amarga de que algo falhou no caminho. Porque quando uma escola vira palco de violência, não é só um prédio que é atingido. É a confiança de toda uma geração.