BBB 26: Chaiany cogita sair do reality após desabafo polêmico

Depois de uma noite mal dormida e cheia de sentimento atravessado, Chaiany Andrade acordou diferente dentro da casa do “BBB 26”. A sister contou aos colegas que sonhou com a filha, Lara, de 10 anos, e o impacto foi tão forte que ela começou a cogitar uma decisão radical: desistir do reality. Em conversa com Babu Santana, nesta quinta-feira (12), ela abriu o coração sem filtro e disse, com todas as letras, que pensou em apertar o botão da desistência.

“Eu sonhei, cara… ela me chamando: ‘Vem pra casa, vem pra casa, mãe’”, relatou, já com a voz embargada. Quem assistia pelo pay-per-view dava pra perceber que não era cena, nem jogada. Era saudade mesmo, daquelas que apertam o peito e tiram o ar.

Chaiany acredita que não tem chances reais de vencer o programa. E isso também pesou. “É claro que eu não vou ganhar isso daqui, Babu. Nem jogar eu sei”, disparou, numa sinceridade quase crua. Segundo ela, falta estratégia, malícia de jogo, aquela coisa mais articulada que muitos participantes têm. “Não tenho estratégia, não sou boa jogadora, não sou articulada. Confio nas pessoas demais. Amo as pessoas demais”, completou.

Esse jeito espontâneo, inclusive, é o que tem conquistado o público aqui fora. Enquanto lá dentro ela se sente pequena, aqui fora a história é outra. Chaiany virou meme nas redes sociais por causa do bom humor e das falas inesperadas. No Instagram, alcançou a marca de 1 milhão de seguidores — sendo a primeira participante do grupo Pipoca a bater esse número nesta edição. Um feito e tanto, principalmente em tempos em que o favoritismo muda a cada paredão.

Mas dentro da casa, números não abraçam. Não substituem a presença da filha, nem o cheiro de casa. E isso ficou claro no desabafo. Ela disse que já enfrentou coisa pior na vida — superou uma depressão pesada — mas que a ausência da família está sendo um teste diário. “Preciso ver ela, Babu. Preciso ver minha filha, meu Deus do céu”, repetia, quase como um mantra. “Nem o cara do banheiro me desestabiliza mais. Mas não ver minha filha, meu pai, minha mãe, minha irmã…”

Babu, que já passou pela experiência do confinamento em outra edição, tentou trazer ela de volta pro eixo. Com calma, aconselhou: “Se você superou uma depressão desse nível, você vai superar a pressão desse jogo. Não tenta se comparar a ninguém. A gente só vai ganhar se for autêntico. Siga seu coração.”

Ele ainda deu um toque estratégico, mesmo que de leve. Disse para ela continuar sendo quem é, fazer amizade até com quem ela acha “chata”, mas evitar falar de jogo. “Essa é a sua tática”, resumiu. Em outras palavras, ser verdadeira pode ser o maior trunfo.

E talvez ele tenha razão. O público costuma abraçar quem mostra vulnerabilidade de verdade. Ainda mais numa edição em que as alianças mudam toda semana e o clima parece mais pesado a cada formação de paredão. Falta pouco mais de um mês para o fim do programa. “São só dois meses. Já passou um. Parece que a gente tá aqui há um ano, mas passou só um mês”, lembrou Babu, tentando colocar perspectiva na situação.

A dúvida agora é se Chaiany vai conseguir transformar essa dor em força — ou se a saudade vai falar mais alto. No BBB, cada dia vale por três. E cada decisão, então, nem se fala.



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