Mais depoimentos e perícia em corpo: Justiça de SC acata 35 pedidos nas investigações da morte do cão Orelha; veja quais

A Triste História do Cão Orelha: Justiça e Maus-Tratos em Debate

Em um incidente lamentável que chocou a comunidade da Praia Brava, em Florianópolis, a história do cão Orelha nos revela muito sobre a crueldade e a necessidade de justiça para os animais. De acordo com a investigação da Polícia Civil, Orelha foi vítima de agressões brutais no dia 4 de janeiro e, apesar de ter sido encontrado no dia seguinte por moradores preocupados, ele não conseguiu sobreviver aos ferimentos e faleceu após ser levado ao veterinário.

A Repercussão do Caso

O caso de Orelha chamou a atenção não apenas da comunidade local, mas também de órgãos de justiça, como o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). O colunista da NSC, Ânderson Silva, teve acesso a um despacho judicial que foi feito no dia 10 de janeiro, onde se destacam pedidos de exumação do corpo do cão para aprofundar a investigação.

Esses pedidos não se restringem apenas ao caso de Orelha, mas também buscam investigar outros atos infracionais atribuídos a adolescentes, como furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos a animais. A gravidade dos atos e o envolvimento de jovens na situação levantam questões sobre a responsabilidade e a forma como a sociedade lida com a violência.

Desdobramentos Legais

O juiz André Milani, responsável pelo caso, adiou a análise sobre a possível internação do adolescente que foi apontado como suspeito da morte de Orelha. Ele decidiu que a análise deveria ser feita com a devolução de todos os procedimentos à polícia, a fim de garantir uma investigação mais completa e precisa.

Além disso, o magistrado autorizou diversas diligências, incluindo a coleta de novos depoimentos, a identificação de testemunhas e a reinquirição de veterinários que possam esclarecer o estado de saúde do cão antes de sua morte. A exumação do corpo de Orelha é um passo importante para que a verdade venha à tona.

A Perícia e os Detalhes do Caso

A perícia no corpo do cão Orelha será realizada pela Polícia Científica, que irá investigar as causas da morte. O MPSC solicitou que os peritos verifiquem a existência de lesões, fraturas e se os ferimentos eram recentes, além de pedir que a documentação da perícia seja registrada com fotografias.

Uma das questões que o MPSC levantou foi em relação ao fato de que apenas um adolescente foi apontado como autor dos maus-tratos, mesmo com a presença de outras pessoas nas gravações analisadas. Isso levanta a dúvida sobre a eficácia das investigações e se houve omissões ou contradições nos depoimentos coletados.

Crimes Relacionados e Investigações Paralelas

O caso não se limita aos maus-tratos a Orelha. O MP também está investigando um furto qualificado que ocorreu em um quiosque na Praia Brava. O juiz determinou que a polícia reúna imagens que comprovem o arrombamento e os danos ao estabelecimento, além de solicitar vídeos de câmeras de segurança e a geolocalização dos celulares dos adolescentes envolvidos.

O juiz ainda acatou o pedido do MPSC relacionado a denúncias de injúria e ameaças, e determinou a apresentação de vídeos mencionados por testemunhas, além de novos depoimentos, incluindo o de familiares dos adolescentes.

Um Chamado à Ação

O caso do cão Orelha é um lembrete triste, mas necessário, sobre a luta contínua contra os maus-tratos a animais. Ele nos faz refletir sobre a necessidade de uma sociedade que proteja os mais vulneráveis, sejam eles humanos ou não. É fundamental que continuemos a pressionar por justiça e que as vozes dos que não podem falar sejam ouvidas.

Se você é um defensor dos direitos dos animais, considere se envolver em causas que lutam contra os maus-tratos e a favor do bem-estar animal. Compartilhe essa história para que mais pessoas conheçam o caso de Orelha e se unam a essa luta por justiça.



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