O sábado (14/2) de Carnaval prometia ser de descanso para Tadeu Schmidt, mas a folga do apresentador foi pro espaço. Em pleno clima de festa, bloquinhos tomando conta das ruas e o Brasil dividido entre glitter e confusão, o comandante do Big Brother Brasil 26 precisou entrar ao vivo para dar um verdadeiro puxão de orelha nos participantes. E não foi pouca coisa, não.
O motivo? Um recorde nada bonito: três expulsões em apenas um mês de programa, que começou no dia 12 de janeiro. Mal deu tempo do público decorar o nome de todo mundo e já teve gente saindo pela porta dos fundos. Convenhamos, tá puxado até pra quem acompanha o reality desde as primeiras edições.
Ao vivo, Tadeu foi direto, sem rodeios, daquele jeito que mistura professor bravo com pai decepcionado. “Existe uma linha que jamais pode ser cruzada. O confronto físico não é uma opção no BBB. Aliás, isso não é novidade pra ninguém aqui. Confronto físico nunca foi uma opção e nunca será. Tá claro isso, gente?”, disparou ele, olhando sério para os brothers e sisters, que ficaram ali, cabisbaixos, quase imóveis. O clima ficou pesado, dava pra sentir até pela televisão.
E não é exagero. Com a expulsão de Edilson, o programa atingiu uma marca que ninguém queria bater. Já são cinco participantes que deixaram a casa fora do Paredão. Cinco! Em menos de um mês. É muita coisa pra um reality que, segundo o planejamento da produção, precisa se estender até abril. Se continuar nesse ritmo, vai faltar gente antes da final — e olha que isso não é figura de linguagem.
Essa edição já entrou pra história como a com maior número de expulsões, ultrapassando o Big Brother Brasil 19 e o Big Brother Brasil 23, que até então lideravam esse ranking nada honroso. E olha que o público achava que já tinha visto de tudo nesses anos de confinamento.
Entre as baixas estão nomes que movimentaram — ou tumultuaram — o jogo. Edilson Capetinha foi expulso após agredir Leandro durante uma discussão que começou por causa de comida, mas terminou em empurrão. Sol Vega também saiu depois de um embate físico com Ana Paula. Paulo Augusto teve o mesmo destino ao se envolver em agressão contra Jonas. Já Pedro não foi expulso, mas desistiu depois de tentar beijar Jordana à força, o que gerou revolta aqui fora e dentro da casa. E Henri Castelli precisou deixar o programa por orientação médica, segundo comunicado oficial.
É muita tensão acumulada. Parece que o clima este ano tá diferente, mais inflamado, sei lá. Talvez seja o confinamento mais longo, talvez o perfil dos participantes, ou até o fato de que as redes sociais estão ainda mais implacáveis. Um erro vira trend em minutos. E lá dentro, sem contato com o mundo externo, a pressão aumenta.
O que chama atenção é que o discurso sobre limites sempre existiu. Desde as primeiras temporadas, a regra é clara: agressão não é tolerada. Mesmo assim, ano após ano, alguém testa essa linha invisível. E quase sempre dá ruim.
🚨Tadeu aconselhou os brothers, devido ao acontecimento dessa madrugada, da expulsão de Edílson Capetinha: "Agressão NÃO é uma opção." #BBB26 pic.twitter.com/EmKvwjYcim
— Central Reality (@centralreality) February 14, 2026
No fim das contas, o recado de Tadeu foi simples, mas necessário. O BBB é jogo, é estratégia, é treta verbal, é choro e risada. Mas não é ringue. Se os participantes ainda não entenderam isso, talvez esse sábado de Carnaval tenha servido como um alerta definitivo. Porque, do jeito que tá indo, a casa mais vigiada do Brasil corre o risco de ficar vazia antes mesmo da grande final. E aí, não tem paredão que salve.