Bem, querido leitor… a gente vive tempos curiosos. Tempos em que a tal “razão suprema” parece ter perdido um pouco da consistência — ou da conscistência, como diria aquele redator mais apressado. No centro dessa história está Ana Paula Renault, que dentro do BBB26 faz questão de se posicionar como a jogadora mais coerente da casa. Coerente até demais, segundo alguns. Para outros, estratégica. Para muitos, simplesmente previsível.
Depois dos últimos episódios, a jornalista — que às vezes lembra a determinada Scarlett O’Hara, de E o Vento Levou, sempre convicta de que está certa — acabou decepcionando até parte dos próprios seguidores. E olha que fã de reality costuma passar pano com força. Mas nem sempre dá.
“O problema do mundo é que os tolos têm plena certeza, enquanto os sábios estão cheios de dúvidas.” A frase de Bertrand Russell voltou a circular nas redes nesses últimos dias, como se tivesse sido escrita sob medida para o momento atual do programa. Coincidência? Talvez.
Antes de seguir, deixo aqui uma pergunta sincera: será que o público não esperava que as suspeitas de manipulação no BBB26 finalmente chegassem ao fim? Porque audiência, vamos combinar, não falta. A TV Globo segue liderando o Ibope em praticamente todas as praças. O programa ainda é assunto nas rodas de conversa, nos grupos de WhatsApp da família e, claro, no X (antigo Twitter). Então por que tanta desconfiança?
Tem gente dizendo que seria uma tentativa de Rodrigo Dourado, novo diretor de realities da emissora, mostrar serviço. Provar que consegue comandar o navio sem a sombra de Boninho. Pode ser teoria da conspiração? Pode. Mas em reality show, tudo vira teoria em questão de minutos.
VEJA O MOMENTO EM QUE ANA PAULA RECEBE LIGAÇÃO DA PRODUÇÃO NA DISPENSA DA SEDE DO BBB26: pic.twitter.com/XpGV1oh3Id
— Neto Maciel (@nettomaciiel) February 16, 2026
Agora vamos ao ponto que realmente pegou mal. Ou melhor, que pegou estranho.
Na última sexta-feira, 13 de fevereiro, Ana Paula foi chamada à despensa da sede. Até aí, nada demais. Só que começou a circular na casa a informação de que teria tocado um telefone ali dentro. Um telefone? Sim. Em pleno confinamento. Os outros participantes ficaram intrigados, cochichando pelos cantos.
As imagens mostram Milena — já apelidada nas redes de “chaveirinho” de Ana Paula — dizendo aos colegas: “É um telefone, cara. Corre lá pra você ver”. Só que, em seguida, ela retorna à despensa, abre a porta, observa a amiga e começa a rir. Um riso nervoso? De cumplicidade? De quem sabe algo que os outros não sabem? A cena foi pequena, mas suficiente para incendiar a internet.
Horas depois, outro momento chamou atenção. Durante o banho — e sem muita cerimônia — Ana Paula foi questionada por Sol sobre o tal telefonema. A resposta não veio em palavras, mas em gesto. Ela levou a mão discretamente, como quem diz: “não comenta isso”. Foi rápido, quase imperceptível. Mas na era dos cortes e reels, nada passa batido.
O trecho viralizou. Teve gente defendendo, dizendo que era paranoia coletiva. Outros juram que o jogo não está sendo tão limpo quanto deveria. E vamos combinar: treta é o combustível do reality, mas a sensação de manipulação cansa. Desgasta. O público gosta de conflito, mas quer acreditar que ele é real.
Na mesma noite, diante da repercussão intensa, o apresentador Tadeu Schmidt entrou em cena para “esclarecer”. Segundo ele, Ana Paula tinha ido à despensa apenas para tomar remédio. Em tom descontraído — talvez descontraído demais — ainda brincou: “Queria saber se Ana Paula está usando direitinho o celular. O sinal tá bom aí dentro?”
O programa exibiu o VAR da situação. Mas, como já era esperado, internautas apontaram possíveis cortes na edição. Verdade ou não, a pulga já estava atrás da orelha do público.
E é aí que mora o perigo. Reality show vive de credibilidade. Quando o telespectador começa a desconfiar demais, ele muda de canal. Ou pior: continua assistindo, mas só para criticar.
No fim das contas, fica a sensação de que o BBB26 ainda tem muito a explicar. Ou talvez não tenha nada e tudo não passe de histeria coletiva digital — o que, convenhamos, é bem típico de 2026. Seja como for, uma coisa é certa: o jogo pode até ser deles lá dentro, mas quem decide mesmo é o público aqui fora. E esse, meu caro leitor, anda cada vez mais atento.