Valdemar surpreende ao revelar quando Moraes deve soltar Bolsonaro

Nesta segunda-feira (23), o clima esquentou nos bastidores da política. Durante um jantar do grupo Esfera Brasil, realizado em um restaurante badalado na Zona Oeste de São Paulo, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, fez uma declaração que caiu como bomba entre aliados e adversários.

Segundo ele, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, só deve autorizar a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão em regime fechado depois das eleições deste ano. A fala foi direta, sem rodeios, daquele jeito que costuma repercutir forte nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais.

“Se nós perdermos a eleição, Bolsonaro vai ficar mais oito anos fechado”, disparou Valdemar, em tom preocupado. Ele disse não acreditar que Moraes vá permitir que o ex-presidente deixe a prisão agora, mesmo diante das condições de saúde que, segundo ele, são delicadas. Citou que Bolsonaro estaria passando mal, enfrentando dificuldades, com problemas de pele como sarna e crises frequentes de soluço — algo que já virou assunto público outras vezes. Também relembrou as cirurgias feitas após a facada sofrida em 2018, episódio que marcou a campanha eleitoral daquele ano e mudou os rumos da disputa.

A declaração foi dada de maneira informal, mas com peso político evidente. O jantar reuniu empresários e lideranças, num daqueles encontros em que, teoricamente, se fala de economia e cenário institucional, mas a política acaba dominando a mesa. E dominou.

Desde janeiro, Bolsonaro está detido em um batalhão da Polícia Militar, em Brasília. A situação dele segue sendo um dos assuntos mais comentados do país, dividindo opiniões. Há quem veja perseguição, há quem diga que se trata apenas do cumprimento da lei. Fato é que o tema mexe com o eleitorado e influencia diretamente o cenário eleitoral de 2026.

Valdemar também falou sobre o futuro. Para ele, caso o senador Flávio Bolsonaro entre de vez na disputa presidencial, será preciso uma mobilização forte. E citou três nomes que, na visão dele, precisam “entrar de cabeça” na campanha: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o deputado federal Nikolas Ferreira; e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Ele acredita que, sem esse trio atuando com força total, a candidatura não ganharia a musculatura necessária. É uma leitura estratégica, claro, mas também um recado interno. Nos bastidores, todo mundo sabe que existe disputa por protagonismo dentro do próprio campo conservador.

O momento é delicado. O país vive um cenário político polarizado, com debates acalorados não só no Congresso, mas nas ruas e principalmente nas redes sociais. Qualquer declaração vira combustível. E essa, sem dúvida, virou.

O que chama atenção é o tom quase resignado de Valdemar ao falar da possibilidade de Bolsonaro continuar preso por mais tempo. Não foi uma fala técnica, jurídica. Foi política, emocional até. Ele deixou claro que é uma opinião pessoal, mas que carrega uma desconfiança grande em relação às decisões do ministro do STF.

Enquanto isso, o eleitor observa. Uns com indignação, outros com cansaço. A verdade é que o Brasil parece viver em campanha permanente. Mal termina uma eleição, já começa a próxima. E no meio disso tudo, nomes, alianças e estratégias vão sendo desenhados.

Se Bolsonaro sairá antes ou depois das eleições, ninguém sabe ao certo. O que se sabe é que a fala de Valdemar adiciona mais um capítulo a essa novela política que, convenhamos, está longe de acabar. E como em toda novela brasileira, os próximos capítulos prometem fortes emoções.



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