O susto pegou todo mundo de surpresa. O humorista Marco Antonio Ricciardelli, mais conhecido pelo público como Marquito, está internado em estado delicado após sofrer um acidente de moto em São Paulo. Aos 65 anos, ele integra o elenco do Programa do Ratinho, exibido pelo SBT, e é figura carimbada nas noites de televisão. O caso aconteceu na última quarta-feira (25) e, desde então, o clima é de apreensão.
Segundo as primeiras informações, Marquito pilotava sua motocicleta por uma via movimentada da capital paulista quando teria passado mal de repente. Um mal súbito, como disseram algumas fontes. Foi coisa rápida. Ele perdeu o controle da direção e acabou se envolvendo em uma colisão com outra moto. Nessa segunda motocicleta estava um enfermeiro, que por ironia do destino, acabou sendo essencial naquele momento caótico. Foi ele quem prestou os primeiros socorros ainda no asfalto, antes mesmo da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o conhecido SAMU.
O impacto foi forte. Pessoas que estavam próximas relataram que a cena foi tensa, com trânsito parado e curiosos tentando entender o que tinha acontecido. Marquito sofreu ferimentos na região do rosto e também teve uma fratura na costela. Nada simples. Ele foi encaminhado rapidamente para o hospital, onde a equipe médica decidiu adotar um procedimento mais rigoroso: a chamada sedação profunda.
Muita gente fala “coma induzido”, mas tecnicamente o nome correto é sedação farmacológica profunda. Parece complicado, e é mesmo. Basicamente, os médicos utilizam medicamentos fortes para reduzir quase totalmente o nível de consciência do paciente. É como se o cérebro entrasse num modo de repouso forçado, estratégico, digamos assim. Isso ajuda a diminuir o metabolismo cerebral e evita complicações maiores, como inchaço no cérebro ou aumento da pressão intracraniana — situações que podem surgir horas ou até dias depois do trauma.
É importante dizer que esse tipo de medida não é tomada à toa. Existe todo um protocolo. A decisão acontece quando o quadro inspira cuidados intensivos e existe risco de agravamento. No caso do humorista, a sedação também ajuda no controle da dor, que em situações de trauma pode ser absurda e dificil de conter apenas com analgésicos comuns.
Durante esse período, o paciente permanece na UTI sob vigilância constante. Monitores apitam o tempo todo, enfermeiros acompanham cada alteração, médicos reavaliam parâmetros clínicos de hora em hora. Em muitos casos, como esse, é necessário o uso de ventilação mecânica, já que os sedativos interferem na respiração espontânea. Ou seja, o corpo precisa de ajuda até para respirar.
A duração da sedação varia bastante. Pode ser de poucos dias ou se estender, dependendo da resposta do organismo. Quando os médicos entendem que o risco diminuiu e que o paciente está estável, a medicação é retirada aos poucos, nunca de uma vez só. É um processo gradual, quase milimétrico.
Enquanto isso, fãs e colegas do meio artístico usam as redes sociais para mandar mensagens de apoio. Nos bastidores da televisão, o clima é de torcida e fé. Marquito é conhecido pelo jeito irreverente, pelas brincadeiras e pela energia no palco. Ver alguém assim, acostumado a arrancar risadas, numa situação tão séria, mexe com todo mundo.
Agora, o momento é de cautela. A sedação funciona como uma proteção necessária para que o corpo possa se recuperar do trauma sofrido. A expectativa é que, com o passar dos dias e a resposta positiva ao tratamento, o humorista consiga sair dessa fase crítica. Até lá, resta aguardar novas atualizações e torcer para que ele volte a fazer o que sempre soube fazer melhor: levar alegria para o público brasileiro.