A dançarina Scheila Carvalho apareceu nas redes sociais nesta quinta-feira, 26, para dividir com os seguidores um momento delicado envolvendo a própria família. Em meio às fortes chuvas que castigaram Minas Gerais ao longo da semana, a mãe da artista acabou sofrendo um prejuízo daqueles que doem no bolso e no coração.
Scheila contou, sem muito rodeio e com aquele jeitinho direto que todo mundo já conhece, que a “carretinha” de churros da mãe ficou praticamente debaixo d’água. Sim, submersa mesmo. O equipamento era usado para trabalhar na região de Matias Barbosa, cidade vizinha de Juiz de Fora, onde parte da família mora. A cena, segundo ela, foi triste de ver.
Nos stories do Instagram, a ex-dançarina fez questão de tranquilizar os fãs antes de qualquer coisa. Disse que recebeu muitas mensagens perguntando da mãe e dos parentes. “Estão todos bem, graças a Deus”, afirmou. E repetiu, como quem precisa reforçar: estão em locais que não foram atingidos diretamente pela chuva. No meio de tanto desastre que a gente vê no noticiário, essa frase já traz um certo alivio.
Mas nem tudo escapou. A carretinha, que é fonte de renda da mãe, acabou ficando tomada pela água. Scheila falou com emoção, chamou a mãe de “tadinha”, e contou que tentou acalmá-la. Disse algo mais ou menos assim: deixa isso pra lá, o importante é que a senhora está viva, está segura. O resto a gente resolve. E é bem isso mesmo, né? Em situações assim, o material vira detalhe.
As chuvas em Minas não foram fracas. Nos últimos dias, imagens de ruas alagadas, carros arrastados e casas invadidas pela água circularam nas redes e nos telejornais. De acordo com dados divulgados pelas autoridades locais, cerca de 3,5 mil pessoas ficaram desalojadas ou desabrigadas em várias cidades do estado. É muita gente. Muita história interrompida por causa da força da natureza.
Quem acompanha as notícias sabe que esse tipo de situação tem se repetido com frequência assustadora. Basta lembrar das tragédias recentes em outras regiões do país, onde temporais causaram perdas enormes. Parece que todo verão — ou até fora dele — vem acompanhado de um novo alerta.
No caso da mãe de Scheila, apesar do prejuízo, há também um sentimento de gratidão. A própria artista reforçou isso no vídeo. Disse que bens materiais a gente corre atrás, compra outro, dá um jeito. Já a vida… essa não tem reposição. Pode parecer frase pronta, mas quando a água sobe e invade tudo, a gente entende o peso real dessas palavras.
A publicação rapidamente ganhou comentários de apoio. Seguidores enviaram mensagens positivas, ofereceram orações e até sugeriram ajuda. É nessas horas que a internet mostra um lado mais humano, menos tóxico. Nem sempre, claro. Mas às vezes acontece.
Scheila não entrou em detalhes sobre o tamanho do prejuízo financeiro, nem falou se pretende ajudar na reconstrução do negócio — o que, convenhamos, deve acontecer naturalmente. O foco dela foi outro: tranquilizar e agradecer. E isso ficou claro.
No fim das contas, a história deixa uma mistura de sentimentos. Tristeza pelo que foi perdido, alivio por ninguém ter se machucado e uma certa reflexão sobre como tudo pode mudar de uma hora pra outra. A carretinha pode até ter ficado debaixo d’água, mas a família segue de pé. E, como muita gente comentou, é isso que realmente importa.