Alexandre de Moraes toma drástica atitude contra ex-assessor de Jair Bolsonaro; entenda

A terça-feira começou movimentada no mundo da música. Luiza Possi apareceu nas redes sociais, no começo da tarde do dia 3, para anunciar aquilo que muitos fãs já desconfiavam: o lançamento do seu último álbum voltado à MPB. O disco, batizado de “É Só o Amor”, chega às plataformas digitais no dia 5 de março e, segundo ela mesma, fecha um ciclo de 25 anos de estrada. Não é pouca coisa.

No vídeo, gravado de maneira simples, sem superprodução, Luiza falou olhando direto pra câmera, quase como quem conversa com um amigo antigo. Disse que esse projeto é uma espécie de resumo emocional da sua trajetória. Um trabalho dedicado ao amor em suas mais variadas formas: amor romântico, amor de família, amor próprio, aquele que a gente aprende depois de quebrar a cara algumas vezes também.

“Sempre cantei o amor”, afirmou. E repetiu a palavra como se quisesse cravar aquilo na memória de quem estava assistindo. Ela explicou que acredita no amor que não faz barulho, que não precisa de palco nem de aplauso. “Eu acredito no amor do silêncio”, disse. Não no amor que performa para os outros verem. É quase uma crítica sutil aos tempos de redes sociais, onde tudo vira vitrine.

O álbum, de acordo com a cantora, encerra uma fase iniciada lá no começo da sua carreira. Quem acompanha sabe que, desde os primeiros discos, Luiza sempre transitou pela MPB com uma pegada romântica, delicada, às vezes intensa. Agora, ela afirma que está vivendo uma transição. E comparou esse momento às estações do ano. Cada ciclo tem seu tempo, seu propósito, sua colheita.

Mas o anúncio não parou por aí.

Luiza revelou que, depois desse trabalho, vai iniciar uma nova etapa artística e espiritual. Disse que passará a cantar declaradamente sobre sua fé. “Vou cantar o meu amor pelo meu Salvador, Jesus Cristo”, declarou, com firmeza. Segundo ela, Deus ocupa hoje o primeiro lugar em sua vida. Não seria uma jogada de marketing, como alguns poderiam especular nas redes. Seria, nas palavras dela, um chamado.

Ela convidou o público a acompanhá-la nesse novo caminho. “É a nova estação da minha vida”, resumiu. E, de certa forma, o vídeo soou como uma despedida — mas não da música. Apenas de uma fase específica.

Enquanto isso, em Brasília, o clima também foi de decisão importante. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que o ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, Filipe Martins, retorne à Cadeia Pública de Ponta Grossa, no Paraná.

Martins estava no Complexo Médico Penal do Paraná, em Pinhais, desde o dia 6 de janeiro. A mudança de unidade, no entanto, não havia sido previamente comunicada ao ministro. E foi justamente isso que motivou a decisão.

Na determinação, Moraes afirmou que a transferência sem autorização da Suprema Corte representa uma mitigação indevida da competência do juízo responsável. Em termos mais simples: a Justiça precisa ser informada e autorizar qualquer alteração que interfira na execução da pena.

O ministro ainda reforçou que, embora a administração penitenciária tenha autonomia para gerir os presídios, não pode realizar atos que impactem a situação jurídica do apenado sem ciência judicial. A execução da pena, frisou ele, é atividade jurisdicional.

O caso reacende debates que já vinham ganhando força desde os atos de 8 de janeiro. E mostra que, tanto no campo artístico quanto no político, o Brasil vive tempos de mudança, de estações que se encerram e outras que começam — algumas com aplausos, outras sob tensão.



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