Mãe e filho de Eliza Samúdio participam de caminhada por Henry Borel no RJ

Caminhada pela Justiça: Lembrança e Luta pela Memória de Henry Borel

No último domingo, dia 8 de março, a orla da famosa Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de um ato significativo e emocionante. Sonia Fatima Moura e seu filho, Bruninho Samudio, mãe e filho de Eliza Samudio, participaram de uma caminhada que marcou os cinco anos da trágica morte de Henry Borel. O evento, que reuniu amigos e familiares, foi promovido pelo pai da criança, o vereador Leniel Borel do Partido Progressista (PP).

A caminhada foi mais do que uma simples homenagem; foi uma manifestação de esperança e um clamor por justiça. Essa ação ocorreu dias antes do tão aguardado júri popular de Monique Medeiros, a mãe de Henry, e de seu padrasto, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. O julgamento está programado para começar em 23 de março e deve durar cerca de cinco dias.

Uma Luta Coletiva

Além da caminhada, foi anunciada a colocação de 280 outdoors pela cidade, com a mensagem impactante: “Justiça por Henry Borel, participe desta luta conosco”. Essa iniciativa é resultado de uma colaboração entre amigos e familiares, mostrando a força da comunidade na busca por justiça e a necessidade de não esquecer o que aconteceu com Henry.

Relembrando o Caso Henry Borel

Henry Borel faleceu na madrugada do dia 8 de março de 2021, no apartamento onde morava com sua mãe e o padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O menino foi levado ao hospital desacordado, mas os médicos constataram que ele já havia chegado sem vida. Inicialmente, Monique e Jairinho alegaram que Henry havia sofrido um acidente ao cair da cama, mas essa versão foi rapidamente descartada pela perícia.

O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) foi claro: Henry apresentava 23 ferimentos em seu corpo, e a causa da morte foi identificada como hemorragia interna e laceração hepática, resultantes de agressões. As investigações da Polícia Civil revelaram que a criança era submetida a uma rotina de agressões e torturas, com o consentimento da mãe, que já havia sido alertada por uma babá sobre os maus-tratos.

Consequências Legais

Com o avanço das investigações, Monique e Jairinho foram presos preventivamente. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o casal por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. Além disso, Monique foi acusada de falsidade ideológica, por mentir no hospital na tentativa de proteger Jairinho.

Após a prisão, Jairinho enfrentou diversas consequências, incluindo a expulsão do seu partido e a cassação do seu mandato. Em abril de 2022, Monique recebeu a autorização para cumprir prisão domiciliar, mas essa situação mudou em agosto do mesmo ano, quando o STJ revogou sua liberdade, permitindo que ela respondesse ao processo em liberdade. Contudo, em julho de 2023, a decisão foi revertida pelo ministro Gilmar Mendes, que determinou seu retorno ao cárcere, afirmando que sua soltura contraria a gravidade do crime.

Em março de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Monique. Para complicar ainda mais a situação, a defesa da ré acionou a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, alegando condições insalubres no presídio de Bangu.

Um Chamado à Ação

Este caso em particular não é apenas uma tragédia familiar; representa uma luta coletiva por justiça e proteção das crianças. A caminhada em Copacabana é um lembrete da importância de se levantar contra a violência e a impunidade. Todos nós podemos aprender com a história de Henry e nos unir para que casos semelhantes não voltem a acontecer.

Convidamos todos a se juntarem a essa luta por justiça, seja participando de eventos, compartilhando informações ou simplesmente apoiando iniciativas que buscam proteger os mais vulneráveis. A memória de Henry Borel deve ser honrada, e a busca por justiça não pode parar.



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