Jair Bolsonaro é diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, informa hospital

Na manhã desta sexta-feira (13), um boletim médico divulgado pelo hospital onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado trouxe um quadro que chamou atenção. De acordo com a equipe médica do Hospital DF Star, Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral, um tipo de infecção pulmonar que afeta os dois pulmões ao mesmo tempo e que, segundo os médicos, tem provável origem aspirativa — quando líquidos ou secreções acabam entrando nas vias respiratórias.

Segundo o comunicado oficial do hospital, o ex-presidente procurou atendimento depois de apresentar uma série de sintomas que deixaram a equipe médica em alerta. Entre eles estavam febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios, sinais que normalmente indicam algum tipo de infecção mais forte no organismo.

A situação acabou exigindo cuidados mais próximos. Por isso, Bolsonaro foi encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade hospitalar. Ali, os médicos decidiram iniciar um tratamento com antibióticos administrados diretamente na veia, além de suporte clínico considerado não invasivo. Em termos mais simples, é aquele acompanhamento constante, com monitoramento dos sinais vitais e auxílio respiratório quando necessário, mas sem procedimentos cirúrgicos neste primeiro momento.

O estado de saúde do ex-presidente ganhou ainda mais repercussão depois de uma declaração feita pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-mandatário. Ele afirmou que os pulmões do pai estariam “cheios de líquido”, algo que, segundo médicos consultados em casos parecidos, pode ser um fator de risco quando se trata de infecções pulmonares.

Em tom de preocupação, Flávio comentou que a situação atual seria uma das mais delicadas já enfrentadas pelo pai nos últimos anos. Segundo ele, o acúmulo de líquido teria sido causado por um episódio de broncoaspiração, quando conteúdo do estômago ou secreções acabam indo parar no pulmão.

“Isso é perigosíssimo”, disse o senador ao comentar o quadro. Ele também alertou que, em alguns casos, esse tipo de situação pode evoluir para uma infecção mais grave caso não seja controlada rapidamente.

Atualmente, Bolsonaro cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido informalmente como Papudinha, em Brasília. A prisão ocorre após condenação relacionada a tentativa de golpe de Estado, um processo que ainda gera muita discussão no cenário político brasileiro.

Mesmo antes dessa internação recente, o ex-presidente já enfrentava uma rotina complicada quando o assunto é saúde. Desde o atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018, em Juiz de Fora, Bolsonaro passou por diversas cirurgias e tratamentos médicos.

Aquele episódio marcou profundamente a trajetória dele. A facada atingiu a região abdominal e acabou deixando sequelas principalmente no sistema digestivo, algo que volta e meia causa novos problemas médicos. Ao longo dos últimos anos, foram várias internações, exames e procedimentos para corrigir complicações ligadas ao atentado.

Aliás, pessoas próximas ao ex-presidente dizem que essas fragilidades de saúde acabam tornando qualquer infecção um pouco mais preocupante. Não significa necessariamente que o quadro seja irreversível, mas exige atenção redobrada da equipe médica.

Nos bastidores da política em Brasília, a notícia da internação rapidamente se espalhou. Parlamentares aliados e até alguns adversários comentaram o assunto ao longo do dia. Em redes sociais e grupos políticos, o tema virou debate imediato, principalmente por envolver uma figura que ainda tem grande influência na direita brasileira.

Enquanto isso, no hospital, o foco segue no tratamento. Os médicos monitoram a evolução da infecção e avaliam, dia após dia, como o organismo do ex-presidente reage aos antibióticos.

Por agora, a orientação da equipe médica é manter observação constante. E como costuma acontecer em casos desse tipo, as próximas 48 ou 72 horas acabam sendo decisivas para entender se o tratamento está funcionando como esperado… ou se novos procedimentos serão necessários.



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