Influenciadora abandona cachorro em meio ao caos da guerra e vira alvo de ataques

Uma história envolvendo a influenciadora Maddy Burciaga acabou virando assunto quente nas redes sociais nos últimos dias — e não foi por um motivo muito positivo, diga-se. A jovem, que soma cerca de 2,7 milhões de seguidores no Instagram, se viu no centro de uma baita polêmica depois de revelar que deixou seu cachorro para trás em meio a um cenário de tensão no Oriente Médio.

Pra entender melhor: Maddy morava em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, junto com a família. Só que, com o clima ficando cada vez mais pesado por conta dos conflitos envolvendo países como Irã, Israel e até os Estados Unidos, ela decidiu se mudar. O destino escolhido foi as Ilhas Maurício, lá na África Oriental — um lugar mais tranquilo, pelo menos em teoria.

Até aí, muita gente até compreendeu a decisão de sair de uma área considerada instável. O problema veio depois. Em um post nas redes, a influenciadora contou que não levou o cachorro junto. Segundo ela, o animal ficou com a babá que trabalhava em sua casa, a mesma que cuidava do filho dela. A justificativa? “Era muito complicado, muita burocracia”, explicou, de forma até meio vaga.

Só que essa explicação não convenceu boa parte do público. E aí, meu amigo, foi ladeira abaixo. Nos comentários, começaram a surgir críticas de todos os lados. Teve gente pegando pesado mesmo. Uma internauta escreveu algo que viralizou: disse que animal não é objeto, nem decoração, nem “acessório de Instagram”, mas sim um ser vivo que cria vínculo e depende do dono. E não deixa de ser verdade, né?

Outra seguidora foi ainda mais direta, quase sem filtro: questionou como alguém consegue simplesmente deixar um pet pra trás e seguir a vida como se nada tivesse acontecido. Falou até em falta de remorso. Pesado, mas reflete o sentimento de muita gente que acompanha esse tipo de situação.

E o caso da Maddy não é isolado, não. Desde que os conflitos começaram a se intensificar naquela região, tem surgido vários relatos de abandono de animais domésticos. Muita gente, na correria ou no desespero de sair de áreas consideradas perigosas, acaba deixando os bichos pra trás — seja nas ruas, seja em abrigos já lotados.

Aliás, esse é outro ponto preocupante. Organizações de proteção animal e abrigos em Dubai vêm relatando uma superlotação fora do comum desde o fim de fevereiro. É cachorro, gato, de tudo um pouco. Muitos resgatados das ruas, outros entregues pelos próprios donos. Situação bem triste, pra falar a verdade.

E tem mais: segundo informações da imprensa internacional, alguns desses animais acabam sendo submetidos à eutanásia — que é quando se antecipa a morte pra evitar sofrimento. Só que, nesse contexto, levanta uma discussão complicada… será que é realmente pra evitar sofrimento ou é falta de estrutura mesmo? Fica a dúvida no ar.

No meio disso tudo, o caso da influenciadora acabou ganhando uma proporção ainda maior justamente por ela ser uma figura pública. Quando alguém com milhões de seguidores toma uma atitude dessas, a repercussão é inevitável. E aí entra aquela velha questão: até que ponto quem tem visibilidade também não carrega uma responsabilidade maior?

No fim das contas, a história virou um símbolo de algo bem mais amplo. Não é só sobre uma influenciadora ou um cachorro deixado pra trás. É sobre escolhas, prioridades… e sobre como, em momentos de crise, nem todo mundo reage da mesma forma. Alguns levam tudo — inclusive seus animais. Outros, infelizmente, deixam pra trás.



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