Um caso que chocou moradores do Sul do país veio à tona nesta semana e, sinceramente, é difícil até de acreditar como tudo aconteceu. Um jovem de apenas 18 anos saiu de Joinville, em Santa Catarina, com um plano que já era, por si só, revoltante: roubar o próprio avô, um idoso de 67 anos. Só que a situação acabou indo muito além do que, segundo ele mesmo disse depois, seria “apenas um roubo”.
De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Civil do Paraná, o rapaz não agiu sozinho. Ele contou com a ajuda de um amigo, que saiu da cidade de Guaíra, ali na região de fronteira com o Paraguai. Esse detalhe chama atenção porque mostra o nível de organização — ou pelo menos de planejamento — que os dois tiveram antes de cometer o crime. Não foi algo feito de última hora, sabe? O amigo percorreu cerca de 770 quilômetros até chegar em Joinville para buscar o neto da vítima.
A partir daí, os dois seguiram viagem juntos por mais 670 quilômetros até Ubiratã, no interior do Paraná. Uma distância longa, cansativa até, o que deixa muita gente se perguntando: em nenhum momento eles pensaram em desistir? É o tipo de coisa que a gente vê acontecendo e parece roteiro de filme policial, mas infelizmente é real.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a montar o quebra-cabeça. Em um dos registros, é possível ver o jovem entrando em um bar usando capuz, o que já indica que ele queria esconder a identidade. Pouco tempo depois, acontece o pior: ele dispara contra o próprio avô. Não tem muito como suavizar isso. A cena é descrita como rápida e brutal. Em seguida, ele foge levando joias — um colar, uma pulseira e anéis de ouro.
Segundo a polícia, esses objetos estão avaliados em mais de R$ 110 mil. Um valor alto, claro, mas que jamais justificaria uma tragédia desse tamanho. E aqui entra um ponto que revolta ainda mais: em depoimento, os dois suspeitos disseram que a intenção era só roubar, não matar.
Mas como já aconteceu em tantos outros casos recentes no Brasil — e basta ligar a TV ou abrir um portal de notícias pra ver — a violência acaba escalando. De acordo com os investigadores, no momento em que o assalto foi anunciado, o idoso tentou correr. Foi aí que um dos criminosos atirou. Ou seja, a situação saiu completamente do controle, se é que algum dia esteve sob controle.
Depois do crime, os dois tentaram fugir, provavelmente achando que conseguiriam escapar sem deixar rastros. Só que a tecnologia, que hoje em dia está em todo canto, acabou sendo decisiva. As câmeras de segurança registraram não só a ação, mas também o veículo usado na fuga.
Com essas informações, a Polícia Militar conseguiu localizar o carro na BR-277, já na região de Cascavel. Eles estavam a caminho de Santa Catarina quando foram abordados. E aí não teve muito o que fazer: foram presos em flagrante, ainda com as joias roubadas.
O caso agora segue sendo investigado, mas já levanta uma série de reflexões. A frieza de um neto ao planejar algo assim contra o próprio avô… é algo que mexe com qualquer um. Em tempos onde a gente vê tanta notícia pesada, essa consegue ser ainda mais difícil de engolir.
E fica aquela sensação ruim, meio amarga mesmo, de que valores básicos — respeito, família, empatia — parecem estar se perdendo em algum lugar pelo caminho.