Silvio Santos era petista ou bolsonarista? Filha surpreende com resposta

A fala de Silvia Abravanel voltou a chamar atenção nos últimos dias, principalmente porque mexe com uma curiosidade antiga do público: afinal, qual era o verdadeiro posicionamento político de Silvio Santos? Muita gente sempre tentou rotular o apresentador, mas a resposta, pelo visto, não é tão simples assim.

Durante uma entrevista concedida à coluna de Paulo Cappelli, no Metrópoles, Silvia foi direta, mas ao mesmo tempo trouxe uma reflexão interessante. Segundo ela, se o pai tivesse seguido carreira política — lembrando que ele chegou a ensaiar isso lá atrás, em 1989 — dificilmente ele se encaixaria nesses rótulos tão comuns hoje, tipo esquerda ou direita. Na visão dela, ele estaria mais ali no meio, no famoso “centro”.

E não foi só uma resposta jogada, não. Silvia tentou explicar o raciocínio do pai de uma forma bem prática, até meio emocional. Ela disse que o foco dele sempre foi o povo, sem ficar olhando muito pra ideologia. Meio que assim: não importa de que lado a pessoa está, se precisa de ajuda, ele iria ajudar. Simples, direto… quase ingênuo, talvez, mas bem coerente com a imagem que ele sempre passou na TV.

“Ele não ia ajudar esquerda ou direita, ele ia ajudar o povo”, disse ela em um dos trechos. E dá pra perceber que isso não é só discurso pronto, parece algo que ela realmente acredita. Até porque quem acompanhou a trajetória dele no SBT sabe que ele sempre evitou entrar em polêmicas políticas mais pesadas. Preferia manter aquele clima leve, de entretenimento mesmo.

Ao longo dos anos, inclusive, Silvio Santos teve contato com vários presidentes e figuras importantes da política brasileira. E curiosamente, ele conseguia manter uma relação cordial com todos, independente do partido. Isso, hoje em dia, é quase raro né… ainda mais com esse clima tão polarizado que a gente vê no Brasil atual.

Silvia também reforçou que essa postura vinha muito da forma como o pai enxergava as pessoas. Segundo ela, ele não via primeiro a ideologia, mas sim a necessidade. Tipo, antes de qualquer coisa, são pessoas. E isso, de certa forma, guiaria qualquer decisão dele caso estivesse no poder.

Ela até comentou algo nesse sentido, dizendo que não dava pra escolher quem ajudar baseado em posição política. Que o certo seria olhar pra todo mundo igual. Pode parecer meio utópico, e talvez até seja um pouco, mas combina bastante com aquele jeito carismático e popular que ele construiu durante décadas.

Interessante notar que essa fala surge num momento em que o debate político no Brasil continua bem acirrado. Basta abrir redes sociais ou ver notícias recentes que já dá pra sentir o clima… discussões intensas, opiniões fortes de todos os lados. Nesse cenário, a ideia de alguém que governe “pro povo”, sem rótulo, acaba chamando atenção — seja pra concordar ou pra questionar.

No fim das contas, a declaração de Silvia não resolve totalmente o mistério, mas ajuda a entender melhor quem era Silvio Santos fora dos palcos e das câmeras. Talvez ele não fosse nem isso, nem aquilo. Ou talvez fosse um pouco de tudo, mas do jeito dele.

E aí fica aquela impressão: enquanto muita gente tenta dividir tudo em lados opostos, ele parecia seguir um caminho mais próprio. Pode até não agradar todo mundo, claro… mas que é curioso, isso é.



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