Lula vira o político mais rejeitado do país com ampla diferença

Olha, saiu agora nessa quarta-feira (1º) um levantamento da AtlasIntel em parceria com a Arko Advice que chamou bastante atenção no meio político — e não foi pouco não. Segundo os dados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece hoje como o líder político mais rejeitado do país. E o detalhe que mais pegou foi o tamanho dessa diferença: ele tem mais que o dobro das menções em relação ao segundo colocado.

Pra ter uma ideia melhor do cenário, cerca de 50,6% dos entrevistados disseram que Lula é o nome que mais rejeitam na política brasileira atualmente. Já em segundo lugar vem o senador Flávio Bolsonaro, com 24%. Bem atrás, em terceiro, aparece o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 16,3%.

A lista segue com outros nomes que também vêm ganhando espaço, principalmente nas redes sociais. O deputado Nikolas Ferreira surge com 5,9%, enquanto a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro aparece com 1,2%. Já entre aliados do governo, os números são bem menores: o ex-ministro Fernando Haddad tem 0,9%, e o vice-presidente Geraldo Alckmin praticamente não pontua, com 0,1%.

Mas não é só o ranking que chama atenção. O estudo também tentou entender o “porquê” dessa rejeição ao Lula. E aí entra um ponto delicado: a maioria dos entrevistados que rejeitam o presidente, cerca de 85,9%, diz que isso tem relação com uma percepção de envolvimento ou até conivência com casos de corrupção. Esse tipo de avaliação, certo ou errado, ainda pesa muito no imaginário de parte do eleitorado — algo que já vem desde anos anteriores e volta à tona de tempos em tempos, principalmente em debates mais acalorados.

Outro motivo citado foi a ideia de que o presidente teria uma postura de querer a população mais dependente do Estado, algo que foi apontado por 45,7% dos entrevistados. Além disso, 33,2% afirmaram enxergar no atual governo um projeto de poder considerado por eles como autoritário ou até antidemocrático. São percepções fortes, e que mostram como o país continua dividido, meio que num clima de polarização que parece não dar trégua.

Um dado curioso — e que talvez explique um pouco desse cenário — é que a maioria das pessoas que disseram rejeitar Lula nunca votaram no Partido dos Trabalhadores. Estamos falando de 62,3% desse grupo. Já 30,3% afirmaram que até votaram nele, mas isso antes de 2014, ou seja, já faz um bom tempo. E só uma pequena parcela, 7,5%, disse ter apoiado o petista em eleições mais recentes. Ou seja, tem aí uma mistura de rejeição antiga com uma certa frustração de quem já foi eleitor.

A pesquisa ouviu 4.224 pessoas entre os dias 16 e 23 de março, tudo feito de forma digital, o que também é uma tendência hoje em dia. A margem de erro é de dois pontos percentuais, pra mais ou pra menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento inclusive está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-06058/2026.

No fim das contas, o que esse tipo de pesquisa mostra — mesmo com todas as limitações — é um retrato do momento. E, goste ou não, o clima político no Brasil segue quente, cheio de opiniões fortes, narrativas diferentes e, claro, muita discussão. Não parece que isso vai mudar tão cedo.



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