Estrela de Quilos Mortais, Dolly Martinez, morre jovem aos 30 anos

A morte de Dolly Martinez, que ficou conhecida do grande público após participar da 10ª temporada do reality Quilos Mortais, pegou muita gente de surpresa no último sábado (11). Aos 30 anos, a jovem teve sua morte confirmada pela irmã, Lindsey Cooper, em uma postagem nas redes sociais que rapidamente começou a circular entre fãs do programa.

Até agora, o que se sabe é bem pouco. A causa da morte ainda não foi divulgada, o que só aumentou a curiosidade — e também a preocupação — de quem acompanhava a história dela desde a TV. Um dia antes, inclusive, Lindsey já tinha acendido um alerta ao dizer que Dolly estava internada e “lutando pela própria vida”. A frase, forte, acabou deixando muita gente apreensiva. E não era pra menos.

Logo depois da confirmação, as redes sociais foram tomadas por mensagens. Gente do Brasil, dos Estados Unidos, enfim, de todo canto… pessoas que acompanharam o drama dela mandando força, escrevendo despedidas, compartilhando trechos do episódio. É aquele tipo de situação que mostra como programas assim acabam criando uma conexão real, mesmo com quem nunca esteve perto de verdade.

Na homenagem, Lindsey escreveu um texto emocionado, daqueles que não parecem ter sido pensados demais, sabe? Meio no impulso, mas cheio de sentimento. Ela descreveu Dolly como uma pessoa alegre, que tinha facilidade de acolher os outros, de fazer quem estava por perto se sentir bem. Também comentou que, apesar da dor enorme, tenta encontrar algum conforto na ideia de que a irmã agora estaria ao lado do pai, que já faleceu.

A trajetória da Dolly no programa, exibido em 2021, foi daquelas difíceis de assistir. Na época, ela tinha 25 anos e enfrentava um quadro bem grave de obesidade. Chegou a pesar cerca de 269 quilos. Não era só isso — tinha também problemas de saúde sérios, dependia de oxigênio e mal conseguia realizar tarefas simples do dia a dia. Era uma luta constante.

Durante o episódio, ela abriu o coração sobre a compulsão alimentar e questões emocionais que carregava. Não escondia nada. Falava também da dependência de outras pessoas pra coisas básicas, o que, imagina, deve mexer muito com a cabeça de qualquer um. Ao longo do programa, até conseguiu perder uns 18 quilos… mas não foi o suficiente pra alcançar os critérios exigidos pra cirurgia bariátrica.

E aí entra um ponto que muita gente comentou na época: a instabilidade da vida pessoal dela. Durante as gravações, Dolly não tinha um lugar fixo pra morar. Chegou a viver entre abrigos e hotéis com o noivo. Isso, claro, acaba afetando tudo — saúde, rotina, emocional. Não tem milagre.

Mesmo assim, entre altos e baixos, tiveram momentos em que parecia que as coisas iam melhorar. Nas redes sociais, depois do programa, ela chegou a dividir algumas conquistas. Falava sobre sair de situações complicadas, buscar uma vida mais estável, se apoiar mais na fé… coisas simples, mas importantes.

Um detalhe que muita gente lembra é a relação com a mãe. No reality, as duas apareciam em conflito várias vezes. Só que, com o tempo, houve uma reaproximação. Elas voltaram a se falar de forma mais tranquila, mais carinhosa até. Dolly chegou a mostrar isso publicamente, o que deu uma certa esperança pra quem torcia por ela.

Outro ponto sensível da história foi a relação com a filha pequena. A criança ficou sob os cuidados da avó desde o nascimento, e isso sempre foi algo delicado. Ainda assim, Dolly tentava, aos poucos, retomar esse contato. Era um processo lento, cheio de desafios… mas existia.

No fim das contas, a história dela é dessas que misturam dor, tentativa, recaída e esperança. Não teve um final como muitos gostariam, talvez. Mas deixou marca. E, pelo visto, não foi pouca gente que se sentiu tocada por ela.



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