Caso Maria José: Sem sangue no pitbull e contradição do marido, polícia abre investigação no MA

A Polícia Civil do Maranhão informou, nesta quarta-feira (15), que abriu um inquérito pra investigar, com calma e mais detalhes, tudo que levou à morte de Maria José Mariano. Ela foi atacada dentro da própria casa pelo cachorro da família, um pitbull. O caso aconteceu na noite de segunda-feira (13), no povoado Cordeiro, que fica na zona rural de Bacabal, interior do estado.

De acordo com as primeiras informações, a investigação está sendo conduzida pela Delegacia Regional da cidade. A polícia disse também que novas informações devem ser divulgadas aos poucos, conforme o andamento das apurações. Em nota, o órgão destacou que segue comprometido em esclarecer o que realmente aconteceu, mantendo transparência durante todo o processo.

Agora, sobre o caso em si, que chocou muita gente.

Maria José tinha 49 anos e morreu ainda dentro de casa, após ser atacada pelo próprio animal. Segundo relatos do Corpo de Bombeiros, ela estava dando banho no cachorro no momento em que tudo aconteceu. Foi algo rápido e extremamente violento, pelo que foi contado depois.

O companheiro dela, identificado como Lourival Douglas Alves da Silva, de 61 anos, não estava no local exatamente na hora do ataque. Quando ele chegou, encontrou a esposa já sem vida, com vários ferimentos graves. A cena, segundo informações repassadas, era muito forte.

O cachorro vivia com o casal há cerca de dois anos. Eles tinham adotado o animal já adulto, o que, segundo especialistas, pode dificultar entender completamente o histórico de comportamento do bicho. Vizinhos relataram que o pitbull já tinha demonstrado agressividade outras vezes, não era algo totalmente inesperado, digamos assim. Inclusive, há relatos de que o casal já havia sido alertado sobre os riscos.

O próprio companheiro da vítima também teria comentado, em outras ocasiões, que o cachorro já tinha apresentado atitudes agressivas. Mesmo assim, o animal continuava na casa normalmente.

Depois de encontrar a esposa naquela situação, o homem ficou desesperado. Com medo do cachorro, que ainda estava agressivo dentro da residência, ele acabou se trancando em um dos cômodos. Sem conseguir sair, acionou a polícia pedindo ajuda urgente.

A Polícia Militar foi chamada e, logo em seguida, solicitou apoio do Corpo de Bombeiros para tentar controlar o animal. As equipes chegaram ao local e tentaram conter o cachorro sem precisar feri-lo, usando equipamentos específicos, como aqueles laços de contenção, conhecidos popularmente como “enforcador”.

Só que, segundo os bombeiros, o porte do animal e o nível de agressividade estavam muito acima do esperado. As tentativas de controle não deram certo. O cachorro estava muito alterado, avançando e oferecendo risco real pra quem estava ali.

Enquanto isso, o companheiro da vítima continuava trancado, passando mal e em estado de choque. Ele relatava falta de ar e sinais claros de desespero. A situação ficou ainda mais delicada, porque além da tragédia já ocorrida, havia risco de uma segunda vítima.

Diante disso, a Polícia Militar precisou tomar uma decisão rápida. Para garantir a segurança do homem e das equipes no local, foi feito um disparo de arma de fogo contra o animal, que acabou morrendo.

Após a intervenção, a área foi finalmente considerada segura. O homem conseguiu sair do cômodo e recebeu atendimento. Todo o caso foi então encaminhado para as autoridades competentes, que agora seguem investigando os detalhes.

Esse tipo de situação levanta novamente aquele debate complicado sobre criação de animais de grande porte, especialmente quando há histórico de agressividade. Não é simples, envolve responsabilidade, cuidado e, claro, muita atenção.

Agora, resta aguardar o resultado das investigações pra entender melhor o que levou a esse desfecho tão triste.



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