Cinco dias depois de perder o pai, o ídolo do basquete Oscar Schmidt, o filho dele, Felipe Schmidt, resolveu aparecer nas redes sociais. Foi nesta quarta-feira, dia 22, que ele publicou uma sequência de stories no Instagram — nada muito produzido, bem no estilo de quem ainda tá tentando entender o que aconteceu.
Logo no começo, Felipe fez questão de agradecer. E não foi aquele agradecimento automático, sabe? Deu pra perceber que era algo sentido mesmo. Ele comentou sobre a quantidade de mensagens que recebeu desde a morte do pai, além das homenagens que têm circulado na internet. Vídeos antigos, fotos de momentos marcantes, relatos de fãs… tudo isso, segundo ele, tem ajudado a segurar um pouco a barra nesses dias difíceis.
“Primeiramente, queria agradecer”, começou ele, meio pausado. Disse que as mensagens estão ajudando a “tranquilizar a vida”, mesmo que nada esteja realmente tranquilo. Afinal, faz pouquíssimo tempo. E isso pesa. Muito.
Em outro trecho, Felipe abriu um pouco mais o coração. Admitiu que não está sendo fácil lidar com o luto — e nem teria como ser diferente. Quem já perdeu alguém próximo sabe bem como esses primeiros dias são confusos, parece que a ficha não cai direito. E, no caso dele, ainda tem toda a exposição, o fato de ser filho de uma figura pública gigantesca.
Mas o ponto principal do desabafo veio logo depois. Ele pediu compreensão. De forma bem direta, sem rodeios. Felipe explicou que, assim como o tio, o jornalista Tadeu Schmidt, ele também tem responsabilidades, compromissos que não podem simplesmente ser pausados.
Ele trabalha, tem contratos, representa marcas e também segue com sua rotina no esporte, especialmente na corrida. E aí vem a parte que talvez muita gente não entenda de primeira: mesmo em meio ao luto, a vida continua andando. Meio torta, meio sem ritmo, mas continua.
“Se vocês virem qualquer tipo de conteúdo meu… por favor, não levem a mal”, disse ele. Foi quase um pedido, na real. Um pedido pra não ser julgado por tentar seguir em frente. Porque, querendo ou não, sempre tem alguém pronto pra criticar, ainda mais nas redes sociais — basta ver o que acontece com outras figuras públicas em situações parecidas, coisa que virou comum ultimamente.
Felipe deixou claro que não se trata de esquecer o pai. Muito pelo contrário. Ele reforçou que o sentimento continua ali, forte. Só que, ao mesmo tempo, ele precisa tocar a própria vida. E isso inclui trabalhar, treinar, aparecer, cumprir compromissos.
Teve um momento que chamou atenção: quando ele disse que acredita que o próprio Oscar gostaria que ele seguisse em frente. Não como uma forma de “superar rápido”, mas como um jeito de honrar tudo que foi vivido.
No fim, ele voltou a agradecer. Repetiu, inclusive. Disse que as homenagens estão sendo “maravilhosas” e que, de certa forma, é como se pudesse ver o pai ali, presente, através dos vídeos e fotos que circulam. Uma imagem bonita, até.
Antes de encerrar, fez mais um apelo: respeito. Algo simples, mas que hoje em dia parece cada vez mais raro. Ele pediu que as pessoas entendam o momento e, principalmente, que respeitem o jeito dele de lidar com a dor.
E talvez seja isso que mais ficou dessa fala toda. Não foi só um agradecimento, nem só um desabafo. Foi um lembrete — meio cru, meio real — de que o luto não tem roteiro certo. Cada um vive do seu jeito. E tá tudo bem nisso… ou pelo menos, deveria estar.