No domingo (26), o clima ficou meio tenso envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante uma entrevista ao tradicional programa 60 Minutes, da emissora CBS, ele acabou se irritando bastante ao ser confrontado com declarações pesadas atribuídas ao homem que tentou invadir um jantar onde ele estava no sábado (25). A situação já era delicada por si só, mas piorou quando um trecho do suposto manifesto do atirador foi lido ao vivo.
A jornalista Norah O’Donnell trouxe a questão de forma direta, citando uma frase extremamente grave que circulava ligada ao suspeito. No trecho, o atirador fazia acusações duríssimas, chamando Trump de coisas como “pedófilo”, “estuprador” e “traidor”. Foi aí que o presidente perdeu a paciência — e não tentou esconder isso.
Trump respondeu de forma imediata e visivelmente irritado. Disse que já esperava que aquilo fosse lido, e atacou a imprensa, chamando os jornalistas de “pessoas horríveis”. Em seguida, negou com firmeza todas as acusações. “Eu não sou estuprador. Eu não estuprei ninguém”, afirmou, num tom bem direto, sem rodeios.
A entrevista seguiu meio truncada depois disso. Quando Norah tentou continuar com outra pergunta, Trump interrompeu novamente, reforçando sua defesa. Ele disse que não era pedófilo e classificou o conteúdo do manifesto como “lixo vindo de uma pessoa doente”. Também afirmou que já foi investigado antes e que teria sido totalmente inocentado de qualquer coisa relacionada a esse tipo de acusação.
Em outro momento, ele foi além e tentou inverter a crítica. Disse que pessoas do “outro lado”, numa referência indireta a adversários políticos, teriam ligações com casos como o de Jeffrey Epstein — um nome que frequentemente aparece em polêmicas nos EUA. Trump afirmou que leu o manifesto e voltou a dizer que o autor era alguém perturbado mentalmente. Ao mesmo tempo, criticou a jornalista por ter trazido aquilo ao programa, dizendo que ela deveria se envergonhar.
Mesmo com o clima pesado, ele encerrou dizendo algo como “vamos terminar a entrevista”, meio que tentando seguir em frente, mas claramente incomodado.
Agora, sobre o que aconteceu no dia anterior, o caso também chama atenção. A tentativa de ataque ocorreu durante um jantar anual que reúne jornalistas que cobrem a Casa Branca — um evento tradicional, realizado no hotel Washington Hilton. Era pra ser uma noite tranquila, mas acabou sendo interrompida às pressas.
Segundo informações, o Serviço Secreto agiu rapidamente quando ouviram tiros do lado de fora do salão. O suspeito chegou a trocar disparos com os agentes, o que gerou um momento de pânico, embora, por sorte, ninguém tenha ficado ferido. Ainda assim, imagina o susto de quem tava lá… não é pouca coisa.
Horas antes da entrevista polêmica, Trump já tinha comentado o caso em outra emissora, a Fox News. Na ocasião, ele descreveu o atirador como uma pessoa “doente” e bastante perturbada. Também mencionou que familiares do suspeito já teriam alertado autoridades anteriormente sobre o comportamento dele, o que levanta até aquela velha discussão: será que dava pra evitar?
Outro ponto que Trump destacou foi que, segundo ele, o atirador demonstrava ódio contra cristãos. Esse detalhe, inclusive, pode acabar entrando no debate público por lá, ainda mais num momento em que questões religiosas e políticas vivem se misturando nos Estados Unidos.
No fim das contas, o episódio mistura várias coisas: segurança, política, mídia e até saúde mental. E claro, gera mais um capítulo de tensão envolvendo Trump, que já é uma figura conhecida por reações fortes, principalmente quando se sente atacado.