A influenciadora digital Bárbara Evans, hoje com 34 anos, acabou pegando muita gente de surpresa ao abrir o coração sobre um problema bem delicado que ela vem enfrentando já faz um tempo. Filha da conhecida apresentadora Monique Evans, ela contou sem rodeios que desenvolveu uma dependência de remédio para dormir — mais especificamente o Clonazepam — algo que já acompanha a rotina dela há cerca de cinco, talvez até seis anos.
O assunto veio à tona depois que a própria Bárbara resolveu gravar um vídeo e postar nas redes sociais. Ali, sem muito filtro, ela explicou como tudo começou e como tem sido difícil lidar com isso no dia a dia. Segundo ela, a dificuldade pra dormir sempre existiu, mas acabou virando algo mais sério com o tempo. E o pior: ela nem fazia ideia dos efeitos que o uso prolongado podia causar.
No relato, ela foi bem direta, até meio emocionada em alguns momentos. Disse que só percebeu o quanto o remédio podia fazer mal depois de pesquisar mais e também com orientação médica. E aí veio o susto, né. “Eu não conseguia dormir sem isso”, contou, explicando que dependia totalmente do medicamento pra conseguir descansar. É aquele tipo de situação que muita gente passa, mas nem sempre tem coragem de falar.
Curioso (e até contraditório) é que durante as gestações ela conseguiu parar completamente. Não foi fácil, claro. Ela mesma admitiu que sofria pra pegar no sono, mas encontrou alternativas mais leves, como um tipo de aroma indicado pela médica. Funcionava mais ou menos, mas ajudava. Só que depois que parou de amamentar… tudo voltou. E voltou forte.
A preocupação com os filhos — ela tem três — também pesou bastante nisso tudo. Segundo ela, a cabeça não desligava nunca. Quem é mãe ou pai entende bem esse tipo de coisa. E foi aí que o remédio voltou a fazer parte da rotina, quase que automaticamente.
Mas nem tudo ficou parado. Há um tempo, Bárbara decidiu procurar ajuda profissional. Começou terapia, acompanhamento com psiquiatra e entrou num processo de redução do remédio, o chamado “desmame”. Não é simples, diga-se de passagem. Ela mesma falou que está sendo bem difícil, com altos e baixos.
Inclusive, ela contou que teve uma recaída recente. Mesmo já tendo reduzido bastante a dose — de um comprimido inteiro pra apenas um quarto — teve uma noite complicada em que não conseguiu dormir de jeito nenhum. Acabou tomando mais do que deveria, lá pelas duas da manhã. Resultado: ficou tremendo, cansada, e ainda precisava acordar cedo. Aquela sensação péssima que muita gente conhece.
Uma alternativa que entrou no tratamento dela foram as gominhas de canabidiol, usadas pra ajudar no sono. Segundo Bárbara, foi uma orientação da psiquiatra. Não é algo simples de conseguir, tem toda uma burocracia, mas parece que tem ajudado no processo, pelo menos em partes.
O mais interessante — e talvez mais importante — é o motivo pelo qual ela decidiu falar sobre isso publicamente. Ela mesma disse que sabe que não é fácil admitir esse tipo de coisa, ainda mais sendo uma pessoa pública. Mas acredita que compartilhar pode ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo problema, muitas vezes em silêncio.
E faz sentido. Hoje em dia, com tanta pressão, ansiedade e rotina corrida, não é raro ver gente recorrendo a medicamentos pra conseguir dormir. O problema é quando isso sai do controle, e a pessoa nem percebe.
No fim das contas, Bárbara disse que, apesar das dificuldades, está feliz com o progresso. Teve uma recaída, sim, mas no geral está conseguindo reduzir o uso. E isso, pra ela, já é uma grande vitória.
Ela ainda deixou um recado bem direto: nada de tomar esse tipo de remédio sem acompanhamento médico. Pode parecer inofensivo no começo, mas lá na frente o impacto pode ser bem pesado. E, sinceramente, é aquele tipo de alerta que vale pra todo mundo.