Nova reviravolta na morte de PC Siqueira aponta possível assassinato brutal

O caso envolvendo o youtuber PC Siqueira voltou a chamar atenção e, pra ser bem sincero, ganhou contornos ainda mais confusos — daqueles que deixam qualquer um meio sem saber em que acreditar. Pra quem não lembra direito (ou acabou acompanhando só por alto na época), ele foi encontrado morto no próprio apartamento, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, no dia 27 de dezembro de 2023. Tinha 37 anos. Jovem ainda, né.

Naquele momento, a linha principal da investigação apontava para suicídio. A polícia, com base nos elementos iniciais, fechou o caso nessa direção, dizendo que ele teria usado uma cinta. Só que… como acontece em muitos casos que parecem resolvidos rápido demais, surgiram dúvidas. E essas dúvidas não foram poucas.

Agora em 2026, o caso foi reaberto. E não foi por pouca coisa não. Novos laudos apareceram, e um deles — solicitado pela própria família — traz uma versão completamente diferente do que havia sido dito antes. Segundo esse exame mais recente, a morte teria sido causada por estrangulamento com um fio de fone de ouvido. Sim, aqueles headsets comuns, sabe?

Isso muda tudo.

De acordo com informações divulgadas pelo g1, portal de notícias da Globo, essa nova análise entra em choque direto com o laudo oficial anterior. Enquanto a perícia inicial falava em enforcamento com uma cinta de catraca (daquelas mais largas), o novo estudo aponta que as marcas no pescoço não batem com esse tipo de objeto.

E aí entra um detalhe técnico que faz bastante diferença: a largura das lesões. Segundo o perito particular — o nome dele é Francisco João Aparício La Regina, que já trabalhou na Polícia Técnico-Científica — as marcas encontradas no pescoço são muito mais estreitas do que seria esperado se tivesse sido usada aquela cinta. Ou seja, não encaixa. Não fecha a conta.

E quando a conta não fecha… alguém começa a questionar.

A defesa da família, inclusive, entregou à Polícia Civil um fio de fone que teria sido encontrado dentro do apartamento. A tese é que esse objeto seria compatível com as marcas de asfixia. Isso levanta uma hipótese bem mais pesada: homicídio dentro do próprio imóvel.

Complicado, né?

Diante dessas inconsistências — e também de dúvidas levantadas pelo Ministério Público — a Justiça decidiu que não dava pra simplesmente ignorar tudo isso. Resultado: o caso voltou à ativa. Foram determinadas novas perícias e até a possibilidade de reconstituição dos fatos. Isso deve acontecer ao longo de 2026.

Um ponto curioso (e até meio estranho) é que essa nova análise será feita com base em fotografias do corpo tiradas na época. Ou seja, não é uma perícia com novos vestígios físicos diretos, mas sim uma reavaliação do que já foi registrado. Pode parecer limitado, mas em muitos casos isso já foi suficiente pra mudar conclusões.

E olha… não seria a primeira vez que um caso dado como encerrado dá uma reviravolta anos depois. Basta lembrar de outros episódios recentes que voltaram à tona por causa de detalhes ignorados lá atrás. Às vezes, uma pequena inconsistência abre uma porta enorme.

No fim das contas, o que se sabe até agora é que o inquérito inicial chegou a ser concluído em 2025 como suicídio, mas o arquivamento não foi homologado. Motivo? Justamente essas dúvidas nos laudos e também em alguns depoimentos.

Ou seja: oficialmente, a história ainda não terminou.

E talvez esteja longe disso.



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