Helena Raquel reage e cala esquerdista que tentou ridicularizar sua pregação

A pastora Helena Raquel voltou a falar sobre a repercussão gigantesca que teve depois de sua pregação no Congresso Gideões Missionários da Última Hora, realizado em Santa Catarina. Nos últimos dias, o nome dela acabou tomando conta das redes sociais, principalmente depois que vídeos da mensagem começaram a circular no TikTok, Instagram e até grupos de WhatsApp. Muita gente elogiou a coragem da pregadora, mas também apareceram críticas, algumas delas bem pesadas.

Em entrevista concedida ao nesta quinta-feira (7), Helena respondeu comentários feitos por internautas que questionaram a maneira como ela conduziu a ministração. Uma das críticas que mais chamou atenção foi de uma mulher que, segundo a própria pastora, teria posicionamento político de esquerda e tentou diminuir o impacto da mensagem porque ela consultou anotações durante a fala.

A repercussão começou ainda no último sábado (2), quando Helena subiu ao púlpito do congresso e resolveu tocar em assuntos considerados delicados dentro de muitas igrejas evangélicas: violência doméstica, abuso sexual e o silêncio de vítimas dentro de casa. Durante a mensagem, ela incentivou mulheres a denunciarem agressores e deixarem ambientes perigosos. O trecho viralizou rápido, principalmente porque o tema vem sendo bastante debatido no Brasil nos ultimos meses.

Segundo Helena, nada do que ela falou foi improvisado. Ela contou que o estudo usado na pregação começou a ser preparado lá em 2013. Ou seja, faz mais de uma década que ela vinha reunindo anotações, pesquisas, referências bíblicas e experiências sobre o assunto.

— Eu comecei esse estudo em 2013 e finalizei no mesmo dia da pregação, no dia 2 de maio de 2026, às 12h58. Eu tenho mania de anotar até o horário que termino meus esboços — explicou.

A pastora também afirmou que não começou a falar sobre violência contra mulheres e crianças agora, só por causa da repercussão. De acordo com ela, esse é um tema antigo dentro do ministério dela. Helena disse que já tratou do assunto em vídeos no YouTube, estudos antigos e até em respostas enviadas para seguidores nas redes sociais.

Ela comentou ainda que algumas pessoas tentaram desacreditar sua fala por ela não ter decorado números e estatísticas citados durante a pregação. Na visão da pregadora, isso não tira a importancia da mensagem.

— Uma esquerdista quis diminuir o impacto dizendo que meu discurso era frágil porque eu precisei olhar as anotações. Só quem já falou durante mais de uma hora para uma multidão sabe como é dificil lembrar de cada detalhe sem consultar nada — declarou.

Helena explicou que levou o material escrito justamente para evitar esquecer informações importantes. Segundo ela, o ambiente estava completamente lotado e as pessoas estavam muito atentas ao que era falado. Por isso, preferiu usar o esboço como apoio.

Nas redes sociais, muita gente saiu em defesa da pastora. Alguns usuários disseram que o mais importante era o conteúdo da mensagem e não se ela decorou ou não os dados apresentados. Outros internautas lembraram que até professores, palestrantes e políticos usam anotações em discursos públicos.

Durante a entrevista, Helena também revelou que a mensagem original era ainda maior. Ela contou que havia preparado vários outros tópicos, porém sentiu que deveria encerrar antes.

— Quando comecei a falar, percebi que Deus já tinha alcançado o objetivo daquela palavra. Ainda existiam outros pontos anotados, mas entendi que não era o momento — afirmou.

Toda a situação acabou reacendendo discussões dentro do meio evangélico sobre a necessidade de denunciar abusos e acolher vítimas. O assunto dividiu opiniões na internet, mas também fez muita gente abrir espaço para debates que antes eram evitados dentro de algumas igrejas.



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