Após prisão, Deolane Bezerra quebra silêncio e revela detalhe impactante em carta

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra resolveu quebrar o silêncio e falou pela primeira vez, de forma pública, sobre a prisão que vem dando o que falar nas redes sociais e também nos programas policiais da TV. A declaração apareceu em uma carta divulgada pela irmã dela, Dayanne Bezerra, e rapidamente virou um dos assuntos mais comentados do país.

No texto, Deolane afirma que está sendo perseguida há anos por conta da fama e da influência que conquistou na internet. Segundo ela, as acusações envolvendo organização criminosa são injustas e sem fundamento. A empresária ainda reforçou diversas vezes que nunca teve ligação com facção criminosa e que toda a situação estaria sendo aumentada por conta da exposição midiática que carrega desde a morte de MC Kevin.

“Não sou e nunca fui bandida”, escreveu ela em um dos trechos mais fortes da carta. A influenciadora também fez questão de lembrar sua origem humilde e a trajetória que construiu até alcançar fama nacional. Disse que venceu “pelo próprio suor”, trabalhando como advogada e empresária, além de sustentar a família.

O ponto principal da defesa de Deolane gira em torno de um depósito de R$ 24.500. De acordo com ela, esse dinheiro seria referente a honorários advocatícios recebidos na época em que ainda atuava diretamente na advocacia. A famosa afirma que o valor entrou em sua conta em espécie e não teria relação nenhuma com a transportadora investigada pela polícia.

Ela ainda argumenta que essa informação, inclusive, estaria registrada no próprio inquérito policial. Por isso, reclama de não ter sido ouvida antes da prisão. Na carta, Deolane diz que tentou prestar esclarecimentos, mas nunca foi chamada formalmente pelas autoridades durante os últimos anos da investigação.

Outro trecho que chamou atenção foi quando a influenciadora relatou como teria acontecido a abordagem policial em sua casa. Segundo ela, agentes chegaram fortemente armados e ela teria acordado com um fuzil apontado para seu rosto. A declaração gerou bastante repercussão nas redes, dividindo opiniões entre seguidores e críticos.

Deolane também negou uma informação que vinha circulando desde o começo do caso: a de que possuiria 37 empresas registradas em seu nome. De acordo com ela, isso seria uma mentira repetida tantas vezes que acabou sendo tratada como verdade por parte do público. A advogada afirma que uma simples consulta na junta comercial já mostraria que a informação não procede.

A prisão aconteceu durante uma investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio ligado a integrantes de facções criminosas. Entre os nomes citados pelas autoridades aparece o de Marco Willians Herbas Camacho, apontado como uma das principais lideranças do crime organizado no Brasil.

As investigações indicam que uma transportadora do interior de São Paulo teria sido usada para movimentar valores considerados suspeitos. No caso de Deolane, a polícia aponta depósitos que somariam aproximadamente R$ 700 mil entre os anos de 2018 e 2021. A defesa da influenciadora, porém, nega qualquer irregularidade e insiste que tudo pode ser comprovado documentalmente.

Mesmo presa, Deolane afirmou que continua acreditando na Justiça e pediu apoio dos fãs. O encerramento da carta teve um tom bastante emocional. Ela agradeceu as mensagens de carinho, pediu orações e disse esperar que a “verdade apareça”. Em outro trecho que viralizou, escreveu: “Vocês não soltem a minha mão”.

A carta teria sido ditada pela própria influenciadora para a irmã Dayanne, que também atua como advogada no caso. Enquanto isso, o assunto segue dominando as redes sociais, programas de fofoca e páginas de notícias, aumentando ainda mais a repercussão envolvendo o nome de Deolane Bezerra.

Leia a seguir a carta de Deolane:
Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal até pela morte do Kevin eu fui acusada.

Sobre esse processo gostaria de expressar minha indignação, já que nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito.

Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão. Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso.

Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos.

É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida.

Fui advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau. Já disse muitos nãos para manter meus princípios e minha ética.

Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na Justiça.

Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida.

Vocês não soltem a minha mão, não viu?

Deolane Bezerra

(carta ditada por Deolane para irmã e advogada Dayanne Bezerra).



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