O senador Flávio Bolsonaro, que vem sendo apontado nos bastidores como possível nome para disputar a Presidência da República em 2026, desembarcou nesta quinta-feira (28) no aeroporto de Brasília cercado por apoiadores, curiosos e jornalistas. A chegada dele movimentou bastante o local, principalmente depois da viagem aos Estados Unidos ganhar destaque nos últimos dias.
Flávio passou parte da semana em Washington D.C., capital americana, onde participou de reuniões consideradas importantes com integrantes do alto escalão do governo dos Estados Unidos. O principal encontro aconteceu dentro da Casa Branca, onde o senador brasileiro esteve frente a frente com o presidente americano Donald Trump. A reunião repercutiu bastante entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e também no meio político aqui no Brasil.
Além de Trump, Flávio também teve encontros com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e com o secretário de Estado Marco Rubio. A agenda intensa foi vista por aliados como uma tentativa de fortalecer relações internacionais e mostrar aproximação com figuras influentes da política conservadora americana.Segundo informações divulgadas pelo jornalista Paulo Figueiredo, que também participou do encontro na Casa Branca, a conversa com Trump durou cerca de 1 hora e 40 minutos. No encontro também estava presente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente mantém forte ligação com lideranças conservadoras americanas e frequentemente viaja aos Estados Unidos.
Ainda no aeroporto, o assunto dominou as perguntas feitas pelos jornalistas. Muita gente queria saber o teor da conversa com Trump e quais assuntos foram tratados durante a reunião. Paulo Figueiredo afirmou que o presidente americano recebeu Flávio Bolsonaro de maneira “muito calorosa” e revelou um detalhe curioso: segundo ele, a primeira pergunta feita por Trump foi sobre Jair Bolsonaro.
Esse comentário acabou chamando atenção porque mostra que o ex-presidente brasileiro continua sendo lembrado por lideranças internacionais ligadas à direita conservadora. Nos últimos meses, Bolsonaro tem aparecido menos publicamente por conta das investigações e do cenário político cada vez mais apertado em Brasília. Mesmo assim, o nome dele ainda movimenta bastante seus apoiadores.
Entre os principais temas debatidos durante a reunião nos Estados Unidos, aliados de Flávio citaram segurança pública, liberdade de expressão e o fortalecimento das relações diplomáticas entre Brasil e EUA. Um dos pontos que mais gerou repercussão foi o pedido feito pelo senador para que as facções criminosas PCC e Comando Vermelho sejam classificadas pelos americanos como organizações terroristas.
A proposta, segundo pessoas próximas, teria como objetivo aumentar a pressão internacional contra o crime organizado brasileiro, principalmente no combate ao tráfico de drogas e armas. Nos bastidores políticos, o tema já vinha sendo comentado há algumas semanas, especialmente depois do aumento da violência em diferentes estados brasileiros e das recentes operações policiais divulgadas pela imprensa.
A viagem também acontece num momento em que o cenário eleitoral para 2026 começa lentamente a ganhar forma. Embora ainda falte tempo para a eleição presidencial, nomes da direita e da esquerda já começam a se movimentar nos bastidores. A aproximação de Flávio com figuras influentes do governo americano acaba sendo vista como uma tentativa de fortalecer sua imagem política fora do Brasil.
Nas redes sociais, apoiadores comemoraram bastante os encontros. Já adversários políticos fizeram críticas e questionaram os objetivos da viagem. Como quase tudo envolvendo a família Bolsonaro, o assunto rapidamente virou debate político e tomou conta das plataformas digitais durante todo o dia.
Enquanto isso, em Brasília, lideranças políticas acompanham de perto os próximos passos do senador. Mesmo sem confirmar oficialmente candidatura, Flávio Bolsonaro parece disposto a ocupar espaço cada vez maior no cenário nacional. E pelo jeito, essa viagem aos Estados Unidos ainda deve render assunto por vários dias.