A prisão de Maria Clara dos Santos Barcelo, realizada nesta terça-feira (26/5) pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, chamou bastante atenção e acabou virando um dos assuntos mais comentados nas últimas horas entre moradores da zona oeste do Rio. A mulher é suspeita de ter participado da morte do próprio pai, Leonardo Martins Barcelos, junto com o namorado dela, identificado como Gilberto Mendes Júnior, que segue foragido até agora.
O crime aconteceu no dia 28 de março deste ano, dentro da casa onde Maria Clara morava, em Senador Camará. Segundo as investigações, Leonardo foi morto a tiros e uma das situações que mais chocou os policiais foi a presença da filha caçula da vítima, uma criança de apenas 8 anos, que estava na residência no momento da execução. O caso ganhou repercussão justamente pelo envolvimento familiar e também pelos detalhes considerados frios pela polícia.
Maria Clara trabalhava em um supermercado localizado no bairro de Bangu, na zona oeste carioca. Foi justamente lá que os agentes localizaram ela durante a operação. Funcionários do local disseram que ficaram surpresos com a prisão, porque ela aparentava ser uma pessoa tranquila no ambiente de trabalho. Alguns colegas, inclusive, falaram que ela quase nunca comentava sobre problemas familiares.
Mas conforme o andamento das investigações, começaram aparecer informações que reforçaram a suspeita contra ela. De acordo com a Polícia Civil, dias antes do assassinato Maria Clara teria enviado áudios para familiares dizendo que “só teria paz quando ele morresse”, se referindo ao próprio pai. Essas mensagens passaram a ser analisadas pelos investigadores e ajudaram no avanço do caso.
Ainda segundo a polícia, o relacionamento entre pai e filha já vinha sendo marcado por várias brigas nos últimos meses. Um dos principais motivos seria uma edícula nos fundos da residência de Leonardo. Maria Clara e o namorado queriam morar no local, mas existiam desentendimentos constantes envolvendo a utilização do espaço. Além disso, outro episódio teria aumentado ainda mais os conflitos familiares: a morte de um cachorro da família, que acabou gerando acusações e discussões pesadas dentro da casa.
As autoridades afirmam que o crime teria sido planejado pelos dois suspeitos. Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores mostram Gilberto Mendes Júnior deixando a residência pouco antes dos disparos acontecerem. Depois, ele retorna ao imóvel logo após o crime. Para os policiais, a gravação fortalece a linha de investigação de que houve premeditação.
Enquanto Maria Clara já está presa e deve responder pelo homicídio, Gilberto continua sendo procurado. A polícia realiza buscas e tenta descobrir se ele recebeu ajuda para fugir após o assassinato. Informações sobre o paradeiro do suspeito podem ser repassadas de forma anônima através do Disque Denúncia.
O caso causou muita revolta entre moradores da região de Senador Camará. Nas redes sociais, muita gente comentou sobre a brutalidade do crime e o fato da vítima ter sido assassinada, supostamente, pela própria filha. Alguns internautas também destacaram como crimes familiares tem se tornado cada vez mais frequentes e violentos nos últimos anos.
Agora, a investigação segue em andamento e a Polícia Civil tenta esclarecer todos os detalhes do homicídio. A expectativa é que novas provas sejam anexadas ao inquérito nos próximos dias. O caso ainda deve gerar bastante repercussão no Rio de Janeiro.