Caso Bacabal: após 4 meses, delegado faz declaração crucial sobre desaparecimento dos irmãos

O desaparecimento dos pequenos Ágatha Isabelly, de apenas 6 anos, e Allan Michael, de 4, continua deixando moradores de Bacabal, no Maranhão, em clima de apreensão e revolta. Já se passaram meses desde o sumiço das crianças, ocorrido no dia 4 de janeiro, e até agora ninguém sabe ao certo o que realmente aconteceu com os irmãos. A Polícia Civil segue investigando o caso, enquanto a família tenta se agarrar em qualquer esperança de reencontrar os dois vivos.

Durante uma reunião realizada pela comissão da Câmara dos Deputados em Bacabal, o delegado Murilo Tavares, que participa diretamente das investigações, comentou que a principal linha seguida pela polícia neste momento é a possibilidade de um sequestro praticado por uma terceira pessoa. Segundo ele, nenhuma hipótese foi deixada de lado, mas os investigadores acreditam que alguém possa ter levado as crianças.

“Não descartamos nenhuma possibilidade. Mas a principal suspeita é que uma terceira pessoa tenha sequestrado os dois”, declarou o delegado durante o encontro. A fala acabou aumentando ainda mais a preocupação da população local, que acompanha o caso desde o começo do ano.

O desaparecimento dos irmãos virou assunto frequente nas redes sociais e também em grupos de moradores da região. Em Bacabal, muita gente comenta o caso diariamente, principalmente pela falta de respostas concretas até agora. Familiares dizem que a sensação é de abandono e desespero, já que os dias passam e nenhuma pista realmente forte apareceu.

Murilo Tavares ainda explicou que algumas denúncias recebidas pela polícia acabaram não se confirmando. Uma delas dizia que testemunhas teriam visto as crianças atravessando um rio em uma canoa. Só que, depois da investigação, a própria pessoa que passou a informação voltou atrás e negou ter presenciado a cena.

Outra pista levou policiais até São Paulo. Existia uma informação de que crianças parecidas com Ágatha e Allan estavam hospedadas em um hotel. Os agentes chegaram a ir até o local para averiguar a denúncia, mas também não encontraram nada que comprovasse a história. Esse tipo de situação acabou aumentando ainda mais a angustia da família, porque cria esperança e depois tudo volta praticamente ao ponto zero.

O coronel Túlio, que participa da força-tarefa de buscas, afirmou acreditar que os irmãos não estavam na mata da região. Segundo ele, as equipes fizeram um trabalho intenso de varredura e utilizaram todas as técnicas possiveis durante as buscas. Na visão do militar, se as crianças realmente estivessem na floresta, já teriam sido encontradas pelas equipes.

“Na minha opinião, eles não estavam lá. Se estivessem, teriam sido achados”, afirmou o coronel. A declaração repercutiu bastante entre os moradores e também nas redes sociais, onde muitas pessoas começaram a questionar o rumo das investigações.

Enquanto isso, a mãe das crianças, Clarice Cardoso, segue vivendo dias de sofrimento. Emocionada, ela afirmou que sente falta de respostas mais concretas por parte das autoridades. Segundo Clarice, tudo o que ela ouve é que as investigações continuam, mas ninguém consegue explicar o que de fato aconteceu naquela manhã em que os filhos desapareceram.

“Eles não têm respostas pra me dar. Só falam que estão investigando”, desabafou a mãe.

Mesmo em meio ao sofrimento, Clarice ainda acredita que os filhos possam estar vivos. Ela mantém a convicção de que alguém levou as crianças e espera que, em algum momento, alguma pista verdadeira apareça. O caso segue cercado de mistério e continua mobilizando moradores do Maranhão, principalmente pela falta de respostas mesmo depois de tanto tempo.



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