Delegado do caso Thamiris é encontrado morto e investigação ganha novo rumo

A morte do delegado Guilherme Gustavo Malta de Santa Cruz Pernambuco, de 53 anos, causou grande repercussão na Bahia nesta quinta-feira (28). O policial foi encontrado sem vida dentro da própria residência, localizada em um condomínio na região de Buraquinho, em Lauro de Freitas, cidade da Região Metropolitana de Salvador. De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil da Bahia, o corpo apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo.

As primeiras informações levantadas pelas autoridades apontam para uma possível hipótese de suicídio. Mesmo assim, o caso segue sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que tenta esclarecer exatamente o que aconteceu nas últimas horas antes da morte do delegado. Até o fechamento desta matéria, não haviam sido divulgados detalhes sobre velório nem sepultamento.

O corpo de Guilherme Malta foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será realizada a necropsia. A expectativa é que o laudo ajude a polícia a entender melhor as circunstâncias da ocorrência. Em situações assim, cada detalhe conta, ainda mais quando envolve um profissional conhecido dentro da segurança pública baiana.

Natural de Recife, em Pernambuco, Guilherme ingressou na Polícia Civil da Bahia no ano de 2001. Colegas de profissão costumavam chamá-lo de “Guilherme Pernambuco”, apelido que ficou conhecido entre investigadores e agentes ao longo dos anos. Já fazia cerca de uma década que ele atuava como titular da 27ª Delegacia Territorial de Itinga, uma das unidades policiais mais movimentadas da região de Lauro de Freitas.

Nos corredores da corporação, o delegado era visto como um homem sério, reservado e bastante focado no trabalho. Nos últimos meses, ele estava diretamente envolvido nas investigações do chamado “Caso Thamiris”, situação que ganhou enorme repercussão na Bahia e também nas redes sociais. O desaparecimento da adolescente Thamiris dos Santos Pereira, de apenas 14 anos, mobilizou moradores, familiares e autoridades desde o início do caso.

A investigação envolvendo a jovem trouxe bastante pressão para a equipe policial. Em meio a cobranças, exposição pública e intensa movimentação na imprensa, o nome do delegado passou a aparecer frequentemente em entrevistas e reportagens. Pessoas próximas dizem que a rotina de trabalho vinha sendo extremamente puxada nos ultimos tempos.

Em nota oficial, a Polícia Civil lamentou profundamente a morte do delegado. A corporação informou ainda que as guias para remoção do corpo e realização da perícia técnica foram expedidas pelo DHPP. O órgão destacou também que todas as circunstâncias do caso continuam sendo apuradas.

O delegado-geral André Viana também se pronunciou após a notícia. Segundo ele, Guilherme deixa um legado marcado pela dedicação ao serviço policial, respeito aos colegas e compromisso com a profissão. A homenagem foi compartilhada internamente entre servidores da Polícia Civil e acabou repercutindo em páginas ligadas à segurança pública.

A notícia pegou muita gente de surpresa. Nas redes sociais, investigadores, amigos e moradores da região lamentaram a morte do delegado. Algumas mensagens falavam sobre o peso emocional enfrentado diariamente por profissionais da segurança pública, principalmente aqueles envolvidos em casos de grande repercussão.

Especialistas lembram que reconhecer sinais de sofrimento emocional pode ser fundamental para evitar tragédias. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento constante, desânimo frequente e falas negativas sobre a vida são alguns sinais que merecem atenção. Buscar ajuda psicológica não deve ser visto como fraqueza.

Quem precisar de apoio emocional pode procurar atendimento médico ou entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), através do telefone 188. O serviço funciona gratuitamente e oferece apoio sigiloso para pessoas em momentos difíceis.



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