A mais recente pesquisa divulgada nesta quinta-feira (28) pelo instituto Meio/Ideia mostrou um cenário complicado pro presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pensando na corrida presidencial de 2026. De acordo com os números apresentados, Lula aparece como o nome com maior índice de rejeição entre os políticos avaliados no levantamento. Segundo a pesquisa, 46,7% dos entrevistados disseram que não votariam nele “de jeito nenhum” caso ele tente a reeleição no próximo ano.
O dado chamou bastante atenção nos bastidores de Brasília e também nas redes sociais, onde apoiadores e opositores passaram o dia debatendo os números. Em grupos políticos no WhatsApp e até no X, antigo Twitter, o assunto acabou virando um dos mais comentados da manhã. Muita gente enxergou o resultado como um sinal de desgaste natural depois de anos de polarização no país.
Logo atrás de Lula aparece o atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). O petista registrou 42% de rejeição entre os eleitores ouvidos pela pesquisa. Haddad, que vem sendo uma das figuras mais importantes do governo na área econômica, também enfrenta resistência de parte da população, principalmente por conta de debates envolvendo impostos, inflação e o custo de vida, assunto que segue pesando no bolso dos brasileiros.
Na sequência surge o senador Flávio Bolsonaro (PL), com índice de rejeição de 39,8%. Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio continua sendo um dos nomes mais ligados ao eleitorado conservador e frequentemente aparece envolvido nas articulações políticas da direita para 2026. Apesar disso, o senador também enfrenta rejeição considerável entre os entrevistados.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 23 e 27 de maio de 2026. A margem de erro divulgada é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, enquanto o nível de confiança ficou em 95%. O levantamento foi registrado oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02918/2026.
Segundo as informações apresentadas pelo instituto, o estudo custou R$ 27,6 mil e foi encomendado pelo Canal Meio. O valor chamou atenção de algumas pessoas nas redes, embora pesquisas nacionais costumem envolver equipes espalhadas em diversas regiões do país, além de coleta presencial e digital de dados.
Mesmo faltando ainda alguns meses para o início oficial da disputa eleitoral, os números já começam a movimentar os bastidores políticos. Integrantes tanto da esquerda quanto da direita acompanham de perto cada levantamento divulgado. Isso porque a eleição de 2026 promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos, principalmente depois do clima de divisão política que o Brasil vive desde 2018.
Analistas avaliam que rejeição alta pode acabar sendo um problema tão grande quanto falta de intenção de voto. Em muitos casos, candidatos conseguem crescer durante a campanha, mas encontram dificuldades enormes quando a rejeição dispara. É justamente esse cenário que preocupa partidos e marqueteiros nesse momento.
Nos próximos meses, novas pesquisas devem medir não apenas rejeição, mas também intenção de voto, força regional e aprovação do governo federal. Enquanto isso, o eleitor segue dividido e acompanhando cada novo movimento dos principais nomes da política brasileira.