Michelle surpreende apoiadores ao explicar por que ainda não decidiu sobre candidatura

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta semana que, pelo menos neste momento, não pensa em disputar uma vaga no Senado. Segundo ela, sua principal preocupação continua sendo a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que segue em tratamento e cumprindo prisão domiciliar humanitária.

A declaração foi dada a jornalistas após um evento político realizado em Brasília. Michelle falou de forma emocionada sobre a situação do marido e deixou claro que a família vem antes de qualquer projeto eleitoral.

“Minha prioridade é a minha casa e o meu marido. Não consigo pensar no amanhã se hoje preciso estar firme para cuidar dele”, declarou.

Nos bastidores da política, existe a expectativa de que Michelle dispute uma das vagas ao Senado nas próximas eleições. O próprio Bolsonaro já teria manifestado o desejo de vê-la concorrendo ao cargo. Mesmo assim, ela sinalizou que não pretende colocar a campanha acima das necessidades da família.

De acordo com a ex-primeira-dama, sua participação na vida pública já foi significativa e, neste momento, ela prefere concentrar esforços no acompanhamento da recuperação do marido.

“Ele quer muito que eu concorra, mas eu acho que a minha contribuição eu já dei. Se eu tiver que ficar em casa cuidando dele, vou ficar”, afirmou.

A situação de Bolsonaro continua sendo acompanhada por médicos e advogados. Em março deste ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente por um período de 90 dias. O prazo termina no fim deste mês e a defesa avalia os próximos passos.

Michelle confirmou que pretende apoiar o pedido de prorrogação da medida. Segundo ela, o estado de saúde do marido ainda exige atenção constante e cuidados especiais dentro de casa.

“Espero que ele continue em casa. Com certeza vamos pedir mais tempo, porque ele precisa desses cuidados”, comentou.

Durante a conversa com os jornalistas, Michelle voltou a mencionar um problema que acompanha Bolsonaro há bastante tempo: uma crise persistente de soluços. Ela afirmou que a situação já dura cerca de um ano e dois meses e que o problema tem impactado diretamente a rotina do ex-presidente.

Além disso, relatou que Bolsonaro passou por um dia difícil na última segunda-feira. Segundo ela, alguns medicamentos acabaram provocando efeitos colaterais desagradáveis, incluindo enjoo, sensação de cansaço e até uma espécie de “ressaca” causada pelo tratamento.

Quem acompanha a política nacional sabe que a saúde do ex-presidente tem sido tema frequente nos últimos meses. Desde os desdobramentos de seus problemas clínicos, aliados próximos passaram a demonstrar preocupação com sua recuperação e com a capacidade de manter uma agenda pública mais intensa.

Questionada sobre uma possível reunião com Alexandre de Moraes para tratar diretamente da renovação da prisão domiciliar, Michelle explicou que não existe nenhum encontro marcado. Ela ressaltou que toda a questão jurídica está sendo conduzida pela equipe de advogados responsável pela defesa de Bolsonaro.

Outro assunto abordado foi a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Perguntada se pretende participar ativamente das ações eleitorais do filho do ex-presidente, Michelle respondeu que poderá colaborar mais adiante, mas reforçou que, neste momento, a prioridade continua sendo a família.

“Agora quem está precisando de cuidados é o meu marido”, declarou.

Michelle participou do lançamento da pré-candidatura do deputado distrital Thiago Manzoni (PL) à Câmara dos Deputados. O evento reuniu apoiadores e lideranças políticas da legenda na capital federal.

Apesar das especulações sobre uma eventual candidatura ao Senado, as declarações da ex-primeira-dama indicam que qualquer decisão eleitoral deverá ficar em segundo plano enquanto a situação de saúde de Jair Bolsonaro continuar exigindo atenção diária e acompanhamento constante.



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