O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que atualmente vive nos Estados Unidos, voltou a chamar atenção ao fazer declarações fortes sobre o cenário político brasileiro. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (16), ele afirmou que o senador Flávio Bolsonaro precisaria reforçar sua segurança por causa da possibilidade de disputar a Presidência da República nos próximos anos.
Segundo Eduardo, a exposição política do irmão pode aumentar os riscos de ameaças e até mesmo de possíveis ataques. Durante a conversa, ele declarou que uma eventual tragédia envolvendo Flávio teria impacto direto na corrida presidencial, beneficiando adversários políticos.
As falas aconteceram durante entrevista à Rede Comunica Brasil. Em tom de preocupação, Eduardo disse que o senador deveria ficar atento a qualquer movimentação suspeita e reforçar os cuidados com sua proteção pessoal.
“Eu acho que o Flávio tem que tomar muito cuidado com a segurança dele”, afirmou.
Ao justificar sua preocupação, o ex-parlamentar citou episódios recentes de violência envolvendo figuras políticas em diferentes países da América Latina e também nos Estados Unidos. Entre os exemplos mencionados por ele estão o assassinato do político colombiano Miguel Uribe Turbay e a morte do candidato equatoriano Fernando Villavicencio, que foi executado durante a campanha eleitoral.
Eduardo também relembrou o atentado sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, quando o então candidato foi atingido por uma facada em Juiz de Fora, Minas Gerais. Além disso, mencionou o ataque contra Donald Trump durante um evento de campanha nos Estados Unidos em 2024.
Na avaliação do ex-deputado, esses casos demonstrariam que lideranças identificadas com a direita estariam mais vulneráveis a episódios de violência política. Ele afirmou que é importante compreender os riscos existentes no ambiente político atual, especialmente em um período de forte polarização.
Durante a entrevista, Eduardo também comentou sobre possíveis nomes da oposição para uma futura disputa presidencial. Segundo ele, caso Flávio Bolsonaro deixasse de concorrer, outros nomes da direita ainda poderiam aparecer no cenário nacional. Mesmo assim, afirmou que muitos deles ainda não possuem o mesmo nível de conhecimento popular.
Entre os políticos citados por Eduardo estão o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, além de Renan Santos. Na visão dele, esses nomes ainda precisariam ampliar sua presença junto ao eleitorado brasileiro.
Outro assunto abordado foi a repercussão de reportagens relacionadas ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. As publicações apontam que o projeto teria recebido investimentos próximos de 24 milhões de dólares e envolveria o banqueiro Daniel Vorcaro e o empresário Paulo Calixto.
Eduardo rejeitou qualquer suspeita de irregularidade na operação. Segundo ele, trata-se apenas de um investimento privado em uma produção audiovisual, sem qualquer ilegalidade ou favorecimento político.
O ex-deputado também respondeu às especulações envolvendo sua moradia nos Estados Unidos. Nos últimos meses surgiram informações sugerindo que um imóvel localizado em Arlington teria sido adquirido para beneficiá-lo com recursos ligados a Daniel Vorcaro.
Ele negou a versão e afirmou que vive em imóvel alugado. De acordo com Eduardo, a propriedade mencionada pertence a André Porciúncula, aliado político de longa data.
Ainda sobre sua permanência nos Estados Unidos, ele relatou um episódio ocorrido em maio de 2026, quando um repórter do Intercept teria ido até sua residência em Southlake. Eduardo contou que acionou a polícia após a visita do jornalista, alegando preocupação com a privacidade e a segurança de sua família.
As declarações repercutiram rapidamente nas redes sociais e voltaram a alimentar debates sobre segurança de figuras públicas, polarização política e os rumos da sucessão presidencial brasileira. O tema deve continuar gerando discussões nos próximos meses, principalmente à medida que o cenário eleitoral para 2026 começa a ganhar forma.