Ministros do STF são barrados nos EUA e não poderão assistir a Copa

A possibilidade de acompanhar a Copa do Mundo de 2026 de perto, diretamente dos estádios nos Estados Unidos, parece não estar nos planos de boa parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores de Brasília, o assunto já vem sendo comentado há algum tempo e, segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, existe um receio real entre integrantes da Corte sobre possíveis dificuldades para entrar em território norte-americano durante o torneio.

A preocupação não está ligada ao futebol em si, mas sim a questões diplomáticas e políticas que se arrastam desde o ano passado. Alguns ministros avaliam que poderiam enfrentar situações constrangedoras ao desembarcarem nos Estados Unidos, seja por problemas relacionados a vistos ou até mesmo por possíveis restrições decorrentes de medidas adotadas anteriormente pelo governo americano.

Entre os nomes que estariam nessa situação aparecem figuras bastante conhecidas do STF, como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e também Luís Roberto Barroso, que já presidiu a Corte. Ao todo, oito ministros poderiam ser impactados pelas restrições impostas em anos recentes. Por outro lado, três integrantes do Supremo teriam ficado fora dessas medidas: Luiz Fux, André Mendonça e Nunes Marques.

O clima de cautela aumentou depois das ações tomadas durante o governo do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na época, Alexandre de Moraes chegou a ser alvo de sanções baseadas na chamada Lei Magnitsky, instrumento utilizado pelo governo americano para aplicar punições a autoridades estrangeiras acusadas de violações consideradas graves. Além disso, autoridades brasileiras também tiveram restrições relacionadas à emissão de vistos.

Embora a sanção envolvendo Moraes tenha sido retirada em dezembro, após articulações do governo brasileiro liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a questão dos vistos ainda gera dúvidas. E justamente essa incerteza estaria fazendo com que ministros prefiram evitar qualquer planejamento de viagem para acompanhar o Mundial.

Nos corredores do Judiciário, a avaliação é simples: ninguém quer correr o risco de enfrentar uma situação desconfortável em aeroportos ou pontos de imigração. Mesmo sem uma confirmação oficial de que haveria impedimentos, a falta de garantias acaba pesando na decisão. Afinal, uma viagem internacional envolve exposição pública e qualquer episódio desse tipo teria grande repercussão política e midiática.

A Copa do Mundo de 2026 promete ser uma das maiores da história. Pela primeira vez, o torneio será realizado de forma conjunta em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Além disso, a competição contará com um número ampliado de seleções participantes, aumentando a expectativa dos torcedores ao redor do planeta.

No caso do Brasil, porém, existe um detalhe importante. Os jogos da Seleção Brasileira na primeira fase estão programados para acontecer exclusivamente em solo norte-americano. Isso significa que, para acompanhar a equipe nacional presencialmente durante o início do torneio, seria necessário entrar nos Estados Unidos.

Enquanto milhões de brasileiros já começam a sonhar com a próxima Copa, integrantes do STF seguem observando o cenário com cautela. Nos bastidores, o entendimento é que ainda há tempo para que todas as questões diplomáticas sejam esclarecidas antes do início da competição. Mesmo assim, a insegurança permanece.

Por enquanto, o que existe é uma combinação de dúvidas, receio e prudência. E, ao que tudo indica, muitos ministros preferem aguardar os próximos capítulos dessa história antes de pensar em comprar passagens ou reservar ingressos para assistir aos jogos do maior evento do futebol mundial.



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